Governo promete acordo com rede privada para resolver falta de remédios em UTIs

Governo promete acordo com rede privada para resolver falta de remédios em UTIs

Ministério da Saúde recebeu alertas desde maio sobre estoques críticos dos medicamentos

AE

Falta de remédios para entubação aumentam riscos de mortes de pacientes

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O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira ações para adquirir e fornecer medicamentos que estão em falta para a entubação de pessoas com quadros graves da Covid-19. Uma das iniciativas foi um acordo para empréstimo de medicamentos com a rede privada. A pasta também informou que estão em curso procedimentos para a compra internacional desses medicamentos. Sem esses remédios, a ventilação mecânica não pode ser feita de forma adequada e o paciente corre maior risco de morrer.

No final do mês de junho, o Ministério já havia informado iniciativas para aquisição dos medicamentos, mas o problema não foi resolvido. Durante coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira, o ministério anunciou o acordo tripartite que foi alavancado pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro com a Unimed/RJ e a Rede D’Or. Os medicamentos obtidos, que são usados para entubação de pacientes  foram dexmedetomidina (1.000 unidades), propofol (48.867 unidades) e priaxim (5.000 unidades).

Além do acordo, a pasta informou que na Operação Uruguai foram adquiridos 54.867 unidades de medicamentos usadas no auxílio da intubação de pacientes em UTI. Os medicamentos, segundo a pasta, foram distribuídos para os Estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

O ministério também realizou uma requisição administrativa via Organização Pan-americana de Saúde (OPAS), informou Hélio Angotti, secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em Saúde. A ação aconteceu entre 26 de junho e 19 de agosto, mas não foi indicada uma previsão de quando esse processo de aquisição deve ser concluído. Outra via de aposta do Ministério da Saúde é a abertura de processo de pregão via Sistema de Registro de Preços.

De acordo com o ministério, o levantamento da necessidade dos medicamentos é feito junto ao Conass (Conselho Nacional dos Secretários de Saúde) e Conasems (Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde) para ver a demanda e necessidade de cada localidade.

Governo foi alertado desde maio sobre falta de medicamentos para UTI

O Ministério da Saúde recebe alertas desde maio sobre a falta de medicamentos essenciais para tratamento da Covid-19 na UTI, como sedativos e analgésicos usados na intubação de pacientes graves. A pasta só aceitou participar da compra desses fármacos, com Estados e municípios, mais de um mês depois dos alertas, mas o cenário ainda é de desabastecimento.

Em junho, Estados brasileiros relataram a falta de sedativos e relaxantes musculares usados na entubação de pacientes graves com Covid-19. O Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), havia divulgado que todas as secretarias estaduais relataram à entidade ter um ou mais medicamentos dessa classe em falta ou com estoque crítico.

 


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