Hunter Biden reconhece "erro político" em caso ucraniano

Hunter Biden reconhece "erro político" em caso ucraniano

Filho de candidato democrata renunciou ao conselho administrativo de empresa

Por
AFP

Hunter Biden nega ter cometido erro ético em relação com Ucrânia


publicidade

Hunter Biden, cujas atividades profissionais na Ucrânia monopolizaram os holofotes em meio à campanha eleitoral de seu pai, o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, defendeu-se nesta terça-feira das acusações de irregularidades, mas reconheceu um "erro" político. "Eu cometi um erro? Talvez, no cenário geral", disse ele em entrevista transmitida nesta terça no canal ABC News.

"Mas cometi um erro em algum sentido ético? Absolutamente não", completou. O presidente dos EUA, Donald Trump, acusa Hunter Biden de corrupção, por suas atividades em uma empresa ucraniana, a Burisma, onde fez parte do conselho de administração entre 2014 e 2019.

O republicano também acusa Joe Biden de ter usado seu poder político quando era vice-presidente de Barack Obama para proteger seu filho. No domingo, o advogado de Hunter Biden divulgou uma declaração, negando qualquer "ato repreensível durante os cinco anos de gestão" na empresa ucraniana. Esta questão está no centro da investigação iniciada pelos democratas do Congresso para destituir Trump.

Os opositores acusam o presidente de abuso de poder por ter pedido às autoridades ucranianas que investigassem os Biden durante um telefonema em julho a seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelenski. "Quando penso nisso, não acho que fiz algo errado. Mas foi um erro de julgamento me encontrar no meio do que é um verdadeiro pântano de várias maneiras? Sim", disse Hunter Biden, de 49 anos.

"Dei a oportunidade a pessoas muito imorais de agir de maneira ilegal para tentar machucar a mim e a meu pai. Esse foi o meu erro, por isso reconheço minha responsabilidade. Fiz algo inapropriado? Não, em nenhum momento, de nenhuma maneira", insistiu.

Hunter Biden anunciou no domingo que renunciou ao conselho administrativo de uma empresa chinesa, o que também lhe valeu ataques de Trump. Joe Biden, de 76 anos, é considerado o favorito das primárias democratas para enfrentar Trump em 2020, embora a senadora Elizabeth Warren esteja crescendo nas pesquisas. Nesta terça-feira à noite, 12 candidatos democratas participarão de um novo debate transmitido pela televisão.