Impeachment de Trump empaca no Senado

Impeachment de Trump empaca no Senado

Apesar de andar em passos lentos, processo deve começar em janeiro

AFP

Donald Trump é acusado de abusar de seus poderes

O republicano Mitch McConnell, líder do Senado americano, rejeitou nesta sexta-feira os pedidos da oposição para dar andamento ao processo de impeachment do presidente Donald Trump. Se o julgamento não começar logo, o Senado continuará com suas "atividades ordinárias", disse McConnell em discurso que marcou o início do novo período parlamentar.

O processo avançou com rapidez na Câmara de Representantes, controlada pelos democratas, mas sua presidente, Nancy Pelosi, se nega a enviar o expediente ao Senado enquanto não houver uma base "justa" para o impeachment. No Senado, dominado pelos republicanos, é grande a possibilidade de Trump escapar da destituição.

Trump é acusado de abusar de seus poderes por pedir à Ucrânia que investigasse seu possível adversário eleitoral em 2020, o ex-vice-presidente Joe Biden, e por bloquear os esforços dos legisladores em investigar suas ações.

Apesar das divergências entre Pelosi e McConnell sobre como deve se desenrolar o processo, ele deve começar em janeiro no Senado, antes de Washington mergulhar na campanha para as eleições presidenciais deste ano. "A parte deles (democratas) já acabou e provocaram suficiente dano. Agora é a hora do Senado de apresentar um processo sério", disse McConnell, ligado a Trump.

Os democratas estão indignados porque McConnell declarou estar atuando "em total coordenação" com a Casa Branca para decidir sobre a forma do processo. A oposição também exige que se divulgue a lista das testemunhas e como correrá o processo antes do início das audiências no Senado. McConnell argumenta que em 1999, durante o processo contra o presidente democrata Bill Clinton, a lista de testemunhas só foi estabelecida mais tarde. "Por que motivo estão tratando de ocultar as coisas? O que estão escondendo?" - questionou nesta sexta-feira o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer.


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