Inglaterra busca leitos de hospital ante aumento de casos de Covid-19

Inglaterra busca leitos de hospital ante aumento de casos de Covid-19

Reino Unido registrou na quarta-feira 1.041 novas mortes, igualando os níveis atingidos no pico da epidemia em abril passado

AFP

Demanda por leitos hospitalares cresce na Inglaterra

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Os hospitais da Inglaterra estão considerando a transferência de alguns pacientes para lares de idosos, ou para outros centros médicos, em face da crescente demanda por leitos causada por um aumento exponencial nos casos de coronavírus que ameaça saturar o sistema - informaram autoridades médicas nesta quinta-feira.

"A situação está-se intensificando muito rapidamente. Na semana passada, vimos chegar 5.000 novos pacientes com Covid-19 aos hospitais, o equivalente a dez hospitais cheios de pacientes com covid em apenas sete dias", declarou à emissora BBC Chris Hopson, diretor do NHS Providers, o órgão público responsável pelo abastecimento dos centros médicos.  "Estamos chegando a um ponto em que os leitos hospitalares estão-se esgotando", acrescentou, explicando que, por essa razão, estão procurando leitos disponíveis em outros locais, como lares para idosos.

Mesmo se o número de pacientes com Covid-19 aumentar seguindo as projeções mais baixas, e o aumento da capacidade hospitalar der resultados, para 19 de janeiro prevê-se um déficit de 2.000 leitos de cuidados gerais e intensivos nos hospitais de Londres, advertiu o Health Service Journal, citando informações fornecidas pelo serviço público de saúde aos responsáveis pelos hospitais.

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Confrontado com uma nova onda de coronavírus que avança rapidamente desde a descoberta, em dezembro de 2020, de uma nova cepa aparentemente mais contagiosa, o Reino Unido registrou na quarta-feira 1.041 novas mortes, igualando os níveis atingidos no pico da epidemia em abril passado.

Com um total de 77.346 mortes, voltou a ser o país da Europa mais atingido pela pandemia, superando a Itália. Ontem, registrou 62.322 novos casos positivos. O governo de Boris Johnson, muito criticado desde o início da crise sanitária por suas políticas erráticas, agora concentra sua estratégia no confinamento imposto à Inglaterra na terça-feira e na forte aceleração da campanha de vacinação lançada em 8 de dezembro. Desde então, mais de 1,3 milhão de pessoas foram inoculadas com as vacinas desenvolvidas por Pfizer/BioNTech e AstraZeneca/Oxford.

E o Executivo britânico estabeleceu a meta de vacinar até meados de fevereiro todas as pessoas com mais de 70 anos, além dos profissionais da área da saúde. Isso representa um conjunto de quase 14 milhões de pessoas. Por enquanto, porém, a situação é "pior do que na primeira onda e está-se provando muito mais difícil de administrar", disse Rupert Pearse, especialista em terapia intensiva do Royal London Hospital, à rede BBC. "A menos que levemos o confinamento a sério, o impacto sobre a saúde em todo país pode ser catastrófico", alertou.


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