Irã demonstrou que não recua frente aos EUA, diz presidente iraniano
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Irã demonstrou que não recua frente aos EUA, diz presidente iraniano

Hassan Rohani afirmou que um novo ataque americano geraria uma resposta firme do país

Por
AFP

Rohani destacou que o Irã não recuou diante dos ataques dos Estados Unidos

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Primeiro a realizar um pronunciamento depois dos ataques do Irã contra duas bases dos Estados Unidos no Iraque, o presidente iraniano, Hassan Rohani, declarou nesta quarta-feira que os bombardeios deixaram claro que o país não está disposto a recuar diante dos norte-americanos.

"Ficou demonstrado, claramente, que não recuamos diante dos Estados Unidos", disse. "Se os Estados Unidos quiserem cometer outro crime, devem saber que receberão uma resposta mais firme. Se forem sábios, não farão mais", avisou em manifestação no Conselho de Ministros. 

Discurso de Rohani vai ao encontro do que tem pregado o guia supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei. Mais cedo, Khamenei foi incisivo ao dizer que ações militares não seriam suficientes para vingar a morte do general Qassem Soleimani, uma das vítimas de um bombardeio americano realizado na última sexta-feira. 

Em um tom mais ameno, logo depois do ataque contra as bases de Al-Assad e Irbil, o chanceler iraniano, Javad Zarif, frisou que o país não busca uma escalada de confrontos entre as duas nações. Zarif inclusive usou o termo "proporcional" para definir as ações contra os Estados Unidos. Ele, porém, classificou a morte de Soleimani como um ato covarde por parte do governo norte-americano. 

"Está tudo bem" 

Após os ataques do Irã, o presidente norte-americano, Donald Trump, quebrou o silêncio e foi ao Twitter para dizer que "está tudo bem", sem mencionar possíveis mortes. Trump evitou comentar uma resposta americana aos bombardeios dessa terça, mas fará ainda hoje um pronunciamento sobre o assunto. 

Trump, no entanto, disse que informações sobre vítimas e danos materiais ainda estão sendo levantadas nos locais atingidos. "Nós temos a mais poderosa e bem equipada força militar em qualquer lugar do mundo, de longe", acrescentou.