Irã intercepta terceiro "navio estrangeiro" em menos de um mês

Irã intercepta terceiro "navio estrangeiro" em menos de um mês

Sete membros da tripulação foram detidos na operação que aconteceu na quarta-feira, indicou a agência de notícias Fars, considerada próxima à Guarda Revolucionária

AFP

Navio foi interceptado por barcos da Marinha da Guarda Revolucionária do Irã

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As forças navais iranianas interceptaram um "navio estrangeiro" no Golfo, informou neste domingo a agência de estatal IRNA, a terceira embarcação bloqueada pelo Irã em menos de um mês. Sete membros da tripulação foram detidos na operação que aconteceu na quarta-feira, indicou a agência de notícias Fars, considerada próxima à Guarda Revolucionária, a força de elite da República Islâmica, vinculada diretamente ao líder supremo do país. A agência não revelou a nacionalidade do petroleiro e nem de seus tripulantes.

A Marinha da Guarda Revolucionária capturou o navio que transportava "700.000 litros de combustível de contrabando nas proximidades da ilha de Farsi", norte do Golfo, afirmou a agência IRNA. O navio foi levado para o porto de Bushehr e a "carga de combustível de contrabando entregue às autoridades" em coordenação com a justiça iraniana, informou a mesma fonte.

O petroleiro seguia para o países do Golfo, segundo o general Ramezan Zirahi, que comandou a operação. Em 14 de julho, o Irã capturou um petroleiro de bandeira panamenha, "Riah", acusado de contrabando de combustível. Quatro dias depois, um petroleiro sueco de bandeira britânica, "Stena Impero", foi capturado no estreio de Ormuz, ponto de trânsito crucial do petróleo mundial.

Apesar do noticiário, um general iraniano afirmou neste domingo que os riscos de um conflito no Golfo diminuíram. "À primeira vista pode parecer que a situação no Golfo Pérsico segue para um conflito militar, mas se você observar mais de perto verá que a probabilidade de tal conflito é cada vez menos elevada", declarou o general Ahmad Reza Purdastan.

"Todos os países que têm interesses na região não deseja, de modo algum, ver uma nova crise no Oriente Médio", afirmou.


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