Itália supera 10 mil mortes provocadas pelo coronavírus
capa

Itália supera 10 mil mortes provocadas pelo coronavírus

Índice de contágio está em queda no país

Por
AFP

Mortes passaram de 10 mil na Itália

publicidade

A Itália superou 10 mil mortes provocadas pelo novo coronavírus neste sábado, com 889 vítimas fatais nas últimas 24 horas, anunciou neste sábado o serviço de Proteção Civil. Com 10.023 mortos, a Itália é o país com o maior número de óbitos no mundo provocados pela Covid-19. O país registra até o momento 92.472 casos, mas o índice de contágio está em queda: +8,3% na quinta-feira, +7,4% na sexta-feira e +6,9% este sábado.

Na Lombardia, a região mais afetada com quase 40 mil casos e quase 6 mil mortes, o número de pessoas hospitalizadas com sintomas permaneceu quase estável, com 11.152 casos (+15 em 24 horas), bem como o de pacientes em terapia intensiva (1.319, +27 em 24 horas).

"Em nossos hospitais, começamos a respirar com algum alívio, pequeno, mais um alívio. Em todos os serviços de emergência, registramos uma redução (na chegada de pacientes), em alguns é leve, em outros é mais acentuado", disse Giulio Gallera, secretário de saúde da Lombardia. 

A região de Emília-Romanha continua sendo a segunda mais afetada, com mais de 12.000 casos, especifica a Proteção Civil.

A ira da Itália contra a UE

A "horrível Europa" foi manchete nesta sexta-feira do jornal La Repubblica, resumindo a ira e consternação da Itália contra a União Europeia ( UE) diante da ausência de uma resposta comum para conter o impacto econômico causado pela pandemia de coronavírus. Os líderes da UE se deram na quinta-feira duas semanas para buscar uma resposta comum, depois que o primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, ameaçou não apoiar a declaração final, considerando as ações comuns do bloco insuficientes.

Conte pediu durante a videoconferência "instrumentos financeiros inovadores, que sejam realmente adequados para fazer frente a uma guerra que devemos liderar juntos". A Itália, cuja dívida é a segunda maior da zona do euro depois da Grécia, exige da UE uma maior solidariedade financeira enquanto os países do norte, especialmente a Alemanha, se opõem a mutualizar a dívida entre países para enfrentar o impacto negativo do Covid-19.

Os meios de comunicação italianos, em geral a favor da UE, analisam a ideia de "um acordo mínimo" e criticam a falta de união entre os países, diante do que todo o mundo coincide em considerar a pior crise desde a Segunda Guerra Mundial.