Mais uma noite de caos, violencia e desafio ao governo de Hong Kong
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Mais uma noite de caos, violencia e desafio ao governo de Hong Kong

Capital acordou com sequelas de uma noite de protestos intensos e confrontos entre manifestantes e a polícia

Por
AFP

Protestos aconteceram após ser decretada lei que impede o uso de máscaras

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Hong Kong acordou neste sábado semiparalisada, sem serviço de metrô e com dezenas de lojas fechadas, após uma noite de intensos protestos e confrontos entre manifestantes pró-democracia e a polícia, uma violência condenada pela chefe executiva, Carrie Lam, que disse que a população está assustada. "As ações brutais dos manifestantes fizeram Hong Kong ter uma noite obscura e acordar semiparalisada neste sábado", disse Lam em uma mensagem de vídeo. "Todo mundo está preocupado e até assustado", acrescentou Lam.

Essas novas manifestações são a resposta da população à proibição do uso de máscaras decretadas na sexta-feira pelo governo, com base em uma lei antiga, que data de 1922 e não era usada há 50 anos. Neste sábado, centenas de manifestantes voltaram novamente nas ruas de Hong Kong, com o rosto coberto e mais uma vez contestando a proibição do governo.

Philip Fong / AFP / CP

Nas últimas horas, um policial atirou quando seu veículo foi cercado pela multidão e um coquetel molotov explodiu nas proximidades, disseram testemunhas. A polícia argumentou que o agente agiu em legítima defesa. Um adolescente de 14 anos também ficou ferido a bala, informou o South China Morning Post citando fontes médicas.

A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Michele Bachelet, se disse "preocupada com os altos níveis de violência em algumas manifestações". "Eu condeno a violência seja do lado que for... O direito à reunião pacífica deve ser respeitado sem restrições, mas, por outro lado, não podemos aceitar que haja pessoas mascaradas gerando violência", disse ela a repórteres da Malásia.

A região britânica e agora semi-autônoma está passando pela pior crise política desde junho, quando foi devolvida à China em 1997. Há protestos e confrontos quase diários entre manifestantes e forças de segurança, que são cada vez mais violentos.