Mike Pence deve participar da posse de Biden para apoiar transição pacífica de poder

Mike Pence deve participar da posse de Biden para apoiar transição pacífica de poder

Fontes próximas ao vice-presidente dos EUA afirmaram a veículos norte-americanos que decisão tornou-se mais fácil depois que Trump criticou publicamente Pence por sua recusa em interromper certificação do vencedor das eleições

AFP

Devido à pandemia, a posse de Biden está prevista em formato reduzido

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O vice-presidente dos Estados Unidos, Mike Pence, estará presente na cerimônia de posse do presidente eleito Joe Biden, noticiaram diversos meios de comunicação, após o presidente Donald Trump anunciar que não participará do evento. Os ex-presidentes Barack Obama, George W. Bush e Bill Clinton também devem comparecer. Três fontes próximas a Pence disseram ao Politico que ele provavelmente faria uma aparição como demonstração de apoio à transição pacífica de poder. Essa decisão, afirmaram, tornou-se mais fácil depois que Trump criticou publicamente Pence antes e depois de sua recusa em interromper a certificação do vencedor das eleições do último novembro.

“Era uma decisão muito mais difícil dias atrás, mas menos difícil agora”, disse uma pessoa próxima a Pence ao site. As relações entre os dois atuais representantes do Executivo se deterioraram muito desde o dia de violência em Washington D.C. Uma multidão de apoiadores de Trump invadiu o Capitólio, onde as sessões tiveram que ser interrompidas. Cinco pessoas morreram nos distúrbios, dos quais o presidente republicano é acusado de incitar com suas declarações. No sábado, vários veículos, citando autoridades do governo, anunciaram que Pence decidiu comparecer à posse de Biden em 20 de janeiro. 

O presidente eleito declarou na sexta-feira que Mike Pence era "bem-vindo" à cerimônia, ao mesmo tempo em que comemorou o anúncio feito por Trump no Twitter sobre sua ausência no evento, na última mensagem na rede social antes de sua conta ser desativada.

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Devido à pandemia, a posse de Biden está prevista em formato reduzido. Após a violência de 6 de janeiro, Trump corre o risco de um segundo processo de impeachment a partir de segunda-feira. No poder desde 2017, o republicano já foi objeto de um, iniciado pela presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, no final de 2019. Ele foi acusado de pressionar a Ucrânia a iniciar uma investigação de corrupção contra o rival Biden. Foi absolvido pelo Senado de maioria republicana no início de 2020.

 

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