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Novo ataque em Bangladesh deixa dois policiais e um criminoso mortos

Explosão deixou seis feridos

Explosão deixou seis feridos
Explosão deixou seis feridos Foto : STR / APF / AFP / CP
Supostos islamitas executaram um novo ataque nesta quinta-feira contra fiéis que celebravam o fim do Ramadã na região Norte de Bangladesh, uma ação que terminou com as mortes de dois policiais e um criminoso. Poucos dias depois de um massacre de 20 reféns em um restaurante da capital Dacca, nesta quinta-feira, foram registradas explosões e um tiroteio perto de um local de oração no qual estavam reunidas pelo menos 250 mil pessoas, no distrito de Kishoreganj, segundo as forças de segurança.



De acordo com a polícia, um agente morreu nas explosões e outro faleceu ao ser levado para o hospital. Outros seis oficiais ficaram feridos e um criminoso foi morto a tiros. No local do ataque foram encontrados facões. "Detonaram bombas e respondemos com tiros. Aconteceu um tiroteio e voltaram a jogar mais bombas", disse Tofazzal Hosain, chefe de polícia do distrito da região norte do país.

Azimuddin Biswas, administrador do distrito, afirmou que o ataque aconteceu na área de uma escola e não no local exato em que os fiéis muçulmanos celebravam o Eid al-Fitr, a festa que marca o fim do Ramadã. "A reunião dos fiéis não foi afetada pelos confrontos", disse. O encontro em Kishoreganj é a maior reunião deste tipo em Bangladesh, um país de maioria muçulmana com 160 milhões de habitantes. Até o momento nenhum grupo reivindicou o ataque.

Na madrugada do sábado passado, o grupo Estado Islâmico (EI) matou 20 reféns e dois policiais em uma ação contra um restaurante do bairro diplomático de Dacca. Todas as vítimas, incluindo 18 estrangeiros, foram mortas a golpe de facões. Bangladesh se encontra em estado de alerta desde o ataque em Dacca. Nas celebrações do Eid al-Fitr, líderes religiosos fizeram um apelo a favor da paz. Na capital do país, a maior cerimônia religiosa pelo fim do Ramadã reuniu mais de 50 mil pessoas. A polícia utilizou equipamentos e cães farejadores para detectar bombas. Os fiéis foram proibidos de carregar bolsas e foram obrigados a esperar uma hora antes de entrar no local da cerimônia.

O país também enfrenta desde o início do ano uma onda de assassinatos de intelectuais, membros de minorias religiosas e blogueiros ateus, em atos reivindicados pelo EI e por um braço da Al-Qaeda. Mas o governo se nega a admitir a presença de redes extremistas internacionais em seu território. O Executivo atribuiu o ataque de de Dacca a um grupo islamita local que é considerado ilegal há 10 anos.

O ministro da Informação, Hasanul Haq Inu, afirmou que o ataque é uma tentativa de derrubar a primeira-ministra Sheikh Hasina. "Não sabemos a que grupo pertencem, mas são supostos membros de um grupo terrorista extremista. São contrários às práticas religiosas normais do país", disse. "Estão contra o islã, a religião e o governo. Eles têm uma agenda política e religiosa", completou. Em junho, o governo iniciou uma operação contra os jihadistas locais e mais de 11 mil pessoas foram detidas. Para os críticos do governo, as detenções foram arbitrárias ou pretendiam calar os opositores políticos.