"Ocean Viking" busca porto para desembarcar 176 migrantes

"Ocean Viking" busca porto para desembarcar 176 migrantes

União Europeia rejeitou oferta da Líbia, por local não ser considerado seguro

AFP

Migrantes tentavam atravessar Mar Mediterrâneo em barco inflável

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O navio humanitário "Ocean Viking" resgatou 176 migrantes neste fim de semana no Mediterrâneo e pediu nesta segunda-feira aos países da União Europeia (UE) que ofereçam um porto seguro para recebê-los. Todos os migrantes, que estavam tentando atravessar o Mediterrâneo a bordo de um barco inflável, estão sãos e salvos a bordo do "Ocean Viking", segundo a SOS Mediterranean, que opera este navio.

"As autoridades líbias nos ofereceram Trípoli como porto de desembarque, mas nós o rejeitamos sob leis e convenções internacionais, segundo as quais nenhum lugar na Líbia atualmente pode ser considerado um lugar seguro", explicou a União Europeia. É a quarta vez, desde que o "Ocean Viking" começou a operar em agosto, que a tripulação precisa de um porto seguro.

Os 176 migrantes foram resgatados em duas operações separadas. A primeira, no sábado à noite, permitiu resgatar um barco à deriva nas costas da Tunísia. Ao todo, 74 pessoas, todos homens, incluindo menores, foram resgatados. No domingo de manhã, o "Ocean Viking" ajudou 102 pessoas, incluindo quatro mulheres grávidas e nove crianças menores de 16 anos.

"Até agora, os governos da UE não conseguiram estabelecer um mecanismo de desembarque em conformidade com a legislação marítima. Acordos ad hoc não podem ser a solução. Pedimos aos governos que ponham um fim a esta situação inaceitável", disse Fabienne Lassalle, diretora-geral adjunta da SOS Mediterranean France.

Em 23 de setembro, foi alcançado um "pré-acordo" entre França, Alemanha, Itália e Malta. Essa iniciativa deve impedir que navios que resgatam migrantes no mar fiquem presos por semanas até que os países concordem, caso a caso, em recebê-los.


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