OMS afirma que não há razão para interromper aplicação de vacina da AstraZeneca

OMS afirma que não há razão para interromper aplicação de vacina da AstraZeneca

Dinamarca foi o nono país a suspender temporariamente o uso do imunizante

AFP e Correio do Povo

Organização incentivou vacinação

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A Organização Mundial da Saúide (OMS) declarou nesta sexta-feira que "não há razão para não utilizar" a vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, após a suspensão de sua aplicação como medida de precaução em vários países europeus. "Sim, deveríamos continuar utilizando a vacina da AstraZeneca, não há razão para não utilizá-la", declarou Margaret Harris, porta-voz da OMS, em um encontro com imprensa em Genebra.

Na quinta-feira, a Dinamarca foi o nono país a suspender temporariamente o uso do imunizante, como medida de precaução após relatos de coágulos sanguíneos e uma morte. No entanto, a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) e o órgão regulador do Reino Unido disseram que não há indicação de que a vacinação esteja ligada a eventos tromboembólicos. Antes, Noruega, Islândia, Áustria, Estônia, Lituânia, Luxemburgo, Itália e Letônia já haviam tomado a mesma decisão.

As decisões são mais um revés para a campanha de vacinação da Europa, que tem lutado para ganhar velocidade, em parte por causa dos atrasos na entrega da vacina AstraZeneca. A Autoridade de Saúde dinamarquesa disse que uma pessoa morreu na Dinamarca após receber a vacina AstraZeneca e que suspenderia o uso da droga por duas semanas enquanto o caso era investigado. “É importante ressaltar que não encerramos o uso da vacina AstraZeneca - estamos apenas interrompendo seu uso”, disse o diretor da Autoridade de Saúde dinamarquesa, Soren Brostrøm.

Em 10 de março, a EMA disse que a Áustria suspendeu o uso de um lote de vacinas AstraZeneca depois que uma pessoa teve trombose múltipla diagnosticada e morreu 10 dias após a vacinação. Outra pessoa foi internada no hospital com embolia pulmonar após ser vacinada e agora está se recuperando. A EMA informou que duas outras notificações de casos de eventos tromboembólicos também foram recebidas desse lote, que foi entregue a 17 países da UE e compreendia um milhão de doses.

 

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