ONU aprova abertura de investigação sobre supostas atrocidades russas na Ucrânia

ONU aprova abertura de investigação sobre supostas atrocidades russas na Ucrânia

Resolução foi adotada por por 33 votos a favor, 2 contra (China e Eritreia) e 12 abstenções

AFP

ONU aprova abertura de investigação sobre supostas atrocidades russas na Ucrânia

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O Conselho de Direitos Humanos da ONU aprovou nesta quinta-feira (12), por ampla maioria, a abertura de uma investigação sobre as atrocidades atribuídas às tropas russas que invadiram a Ucrânia. Adotada por 33 votos a favor, 2 contra (China e Eritreia) e 12 abstenções, a resolução pede à comissão internacional das Nações Unidas sobre a Ucrânia que comece uma apuração sobre as graves violações dos direitos humanos cometidas nas regiões de Kiev, em Chernigov, Kharkiv e Sumy, entre o fim de fevereiro e março de 2022, para "pedir que os responsáveis prestem contas".

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Julgamento de soldado na Ucrânia

Nessa quarta, a procuradoria-geral da Ucrânia disse que irá organizar seu primeiro julgamento por crimes de guerra após a invasão de Moscou, de um soldado russo de 21 anos acusado pela morte de um civil desarmado. Vadim Shishimarin é acusado de ter disparado da janela de um veículo e matado um civil de 62 anos, para impedi-lo de depor sobre o roubo do carro, segundo o comunicado da procuradoria.

Quando seu comboio foi atacado no norte da Ucrânia, em 28 de fevereiro, Shishimarin juntou-se a outros quatro soldados e roubou um carro nos arredores do povoado de Chupakhivka, segundo o comunicado do gabinete da procuradora-geral, Iryna Venediktova. A vítima circulava de bicicleta nas proximidades, e "um dos militares ordenou que o acusado matasse o civil, para que ele não pudesse denunciá-los". O soldado, sob custódia, pode pegar prisão perpétua por crimes de guerra e assassinato premeditado.

A Ucrânia e seus aliados da Otan acusaram repetidamente as tropas russas de cometerem crimes de guerra durante a invasão, que começou em 24 de fevereiro. Reino Unido, Holanda e França enviaram investigadores para ajudar as equipes locais e do Tribunal Penal Internacional a investigar atrocidades durante a guerra.



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