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Países europeus reconhecem legitimidade de Guaidó na Venezuela

Prazo estipulado por países europeus para convocação do novo pleito presidencial expirou no domingo

Por
AFP

Juan Guaidó foi reconhecido como presidente encarregado da Venezuela

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França, Alemanha, Reino Unido e Espanha reconheceram nesta segunda-feira a legitimidade de Juan Guaidó como presidente encarregado da Venezuela. Na avaliação do ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, Guaidó poderá organizar o pleito presidencial em território venezuelano.  

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No domingo expirou o ultimato que França, Alemanha, Espanha, Holanda, Portugal e Reino Unido haviam anunciado ao presidente venezuelano Nicolás Maduro para que convocasse eleições presidenciais sob pena de reconhecerem Guaidó.


 



O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, afirmou que as próximas eleições na Venezuela devem ser realizadas o mais rápido possível. "O governo da Espanha anuncia que reconhece oficialmente o presidente da Assembleia da Venezuela, o senhor Guaidó, como presidente encarregado da Venezuela para que convoque eleições presidenciais no menor prazo de tempo possível", afirmou Sánchez no Palácio de Moncloa.

O Reino Unido, através de seu primeiro-ministro, Jeremy Hunt, também anunciou apoio a Guaidó. "Maduro não convocou eleições presidenciais no prazo de oito dias que fixamos. De modo que o Reino Unido, junto com seus aliados europeus, reconhece agora Juan Guaidó como presidente constitucional interino até que se possam realizar eleições confiáveis", escreveu na sua conta no Twitter. 




Autoproclamação em janeiro 

Em uma tentativa de expulsar Maduro do poder, em 23 de janeiro, o líder opositor Juan Guaidó, presidente da Assembleia da Venezuela, autoproclamou-se "presidente interino" do país. Foi imediatamente reconhecido pelos Estados Unidos e por vários países latino-americanos e recebeu o apoio de várias capitais europeias.

Maduro se recusou a organizar uma nova votação e sugeriu apenas uma antecipação das eleições legislativas, previstas para 2020, o que levou ao reconhecimento de Guaidó nesta segunda.