Papa Francisco parabeniza Joe Biden em telefonema

Papa Francisco parabeniza Joe Biden em telefonema

Democrata é o segundo católico eleito para presidência dos Estados Unidos depois de John F. Kennedy, em 1960

AFP

Em 2015, o papa se reuniu com o então vice-presidente em Washington

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O Papa Francisco conversou com Joe Biden por telefone nesta quinta-feira e desejou "bênção e parabéns" ao presidente eleito dos Estados Unidos por sua vitória, informou em nota a equipe de transição democrata. O ex-vice-presidente, de 77 anos, é o segundo católico eleito para a presidência dos Estados Unidos depois de John F. Kennedy, em 1960.

"O presidente eleito agradeceu à Sua Santidade por suas bênçãos e parabéns e destacou seu apreço pela liderança de Sua Santidade na promoção da paz, reconciliação e dos laços comuns da humanidade em todo o mundo", de acordo com um informativo sobre a ligação divulgado pelo escritório de Biden.

Biden "expressou o desejo de trabalharem juntos com base na crença compartilhada na dignidade e na igualdade de toda a humanidade em questões como a atenção aos marginalizados e pobres, a gestão da crise climática, e a recepção e integração de imigrantes e refugiados nas nossas comunidades".

Este ano, durante a tensa campanha contra o presidente Donald Trump, Biden citou o papa João Paulo II, invocou com frequência suas raízes católicas irlandesas e prometeu "restaurar a alma dos Estados Unidos", após quatro anos de profundas divisões. O presidente eleito costuma levar consigo um terço que pertenceu ao seu falecido filho, Beau Biden.

Relação tensa com Trump

O próprio papa Francisco teve relações tensas com Trump. No começo de 2019, ele chamou o projeto de Trump de erguer um muro na fronteira com o México de "loucura".

Em fevereiro de 2016, quando Trump tentava obter a indicação do Partido Republicano para a Casa Branca, o papa disse durante uma visita ao México que alguém que pensa em construir muros no lugar de pontes "não é cristão". Trump respondeu com uma declaração ríspida na ocasião, afirmando: "é uma vergonha um líder religioso questionar a fé de uma pessoa".  

Em 2015, o papa se reuniu com o então vice-presidente americano em Washington, quando discursou no Capitólio em sessão conjunta no Congresso.


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