Pfizer e BioNTech começam testes clínicos de vacina contra ômicron

Pfizer e BioNTech começam testes clínicos de vacina contra ômicron

Informação consta em um comunicado divulgado nesta terça

AFP

Pfizer e BioNTech começam testes clínicos de vacina contra ômicron

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Pfizer e BioNTech iniciaram o recrutamento para os testes clínicos sobre a segurança e a resposta imune de sua vacina anticovid específica para a variante ômicron em adultos de 18 até 55 anos. A informação consta em um comunicado divulgado nesta terça-feira.

A diretora de pesquisa de vacinas da Pfizer, Kathrin Jansen, afirmou que embora os dados atuais mostrem que os reforços da vacina original protegem contra formas graves de ômicron, o laboratório prefere atuar com cautela. Os testes em 1.420 pessoas ocorrerão nos Estados Unidos e na África do Sul. 

A expectativa das farmacêuticas é de que os resultados iniciais sejam divulgados na primeira metade deste ano. As duas companhias afirmam que têm capacidade de produzir 4 bilhões de doses em 2022, o que não deve mudar caso o profilático adaptado seja necessário.

A pesquisa será conduzida por meio de três grupos de voluntários. Um deles deve contar com até 615 pessoas que receberam duas doses do imunizante existente entre três e seis meses antes do estudo. O segundo terá até 600 indivíduos que tomaram três injeções. Outras cerca de 205 pessoas que não foram vacinadas vão compor o terceiro grupo.

Apesar disso, as fabricantes esclarecem que a vacina atual ainda oferece "alto nível de proteção" contra a ômicron, particularmente na prevenção de casos graves e internação.

Pfizer

A vacina anticovid da Pfizer-BioNTech foi a primeira autorizada nos países ocidentais, em dezembro de 2020. Por ser baseada na tecnologia de RNA mensageiro é relativamente fácil de atualizar para refletir o código genético das novas variantes.

Vários países começaram a sair da última onda de contágio provocada pela ômicron, a cepa mais transmissível registrada até o momento, embora os casos globais continuem em alta. O coronavírus provocou 5,6 milhões de mortes no mundo desde que a detecção da Covid-19 em dezembro de 2019 na China.

*Com informações da Dow Jones Newswires



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