Presidente da Argentina virá ao Brasil em dezembro para cúpula do Mercosul

Presidente da Argentina virá ao Brasil em dezembro para cúpula do Mercosul

Alberto Fernández terá seu primeiro encontro com Jair Bolsonaro no País desde que assumiu o governo argentino, em 2019

AE

Fernández virá ao Brasil em dezembro

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O presidente da Argentina, Alberto Fernández, viajará a Brasília para participar presencialmente da cúpula do Mercosul, em dezembro. A informação foi confirmada nesta segunda-feira pelo embaixador argentino no Brasil, Daniel Scioli, em entrevista à rádio Télam.

Fernández terá seu primeiro encontro com o presidente Jair Bolsonaro em solo brasileiro desde que assumiu o governo argentino, no final de 2019. Em outubro, os dois líderes trocaram aperto de mãos rapidamente durante a reunião do G-20, mas não chegaram a aprofundar conversa.

O secretário de Assuntos Estratégicos argentino, Gustavo Béliz, se encontrará, em 1º de dezembro, com Flávio Rocha, que tem cargo homólogo em Brasília. O ministro da Agricultura da Argentina, Julián Dominguez, também cumprirá agenda com a ministra Tereza Cristina, disse Scioli.

O encontro acontecerá em um contexto de tensões diplomáticas entre as duas maiores economias da América do Sul. Desde a eleição de Fernández, Bolsonaro já criticou diversas vezes a gestão da nação vizinha, que segundo ele é governada pela "esquerdalha". O brasileiro se considerava aliado do ex-presidente Mauricio Macri, de tendência liberal que não conseguiu ser reeleito.

Em junho deste ano, Fernandez provocou polêmica no Brasil ao afirmar que "os brasileiros saíram da selva, mas nós os argentinos chegamos de barco. E eram barcos que vieram da Europa". Posteriormente, ele pediu desculpas pelos comentários. "Não quis ofender a ninguém, de qualquer forma, a quem se sentiu ofendido ou invisibilizado, desde já minhas desculpas", disse.

Após meses de divergências, os dois países finalmente fecharam um acordo para redução em 10% da chamada Tarifa Externa Comum (TEC) em vários produtos no âmbito do Mercosul. O governo brasileiro, contudo, defendia o corte de 20%.

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