Presidente ucraniano conversará com secretário dos EUA sobre queda de avião no Irã

Presidente ucraniano conversará com secretário dos EUA sobre queda de avião no Irã

Volodimir Zelenski fez apelo para que os países ocidentais forneça elementos para esclarecer queda de Boeing 737

AFP

Aeronave caiu em localidade iraniana e matou 176 pessoas

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O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, anunciou que conversará nesta sexta-feira com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, para obter elementos que sugerem que o Irã abateu, por engano, um avião ucraniano, matando 176 pessoas. "A tese de um míssil não está excluída, mas tampouco está confirmada", afirmou Zelenski, em sua página no Facebook, na qual informou sobre seu telefonema com Pompeo. 

Zelenski reiterou o apelo feito nessa quinta aos países ocidentais para que lhe forneçam elementos, indicando se o aparelho teria caído por um disparo de míssil terra-ar iraniano. "Pedimos aos nossos sócios internacionais, em especial aos governos dos Estados Unidos, Canadá e Reino Unido, que fornecem dados e provas sobre a catástrofe à comissão de investigação", postou o presidente ucraniano. Hoje, o Irã declarou que, "com certeza", o avião "não foi alcançado por um míssil".

Passageiros de sete países 

Passageiros de sete países morreram no acidente aéreo com o Boeing 737 que caiu logo após decolar do aeroporto de Teerã, no Irã. Nenhuma das 176 pessoas que estavam a bordo sobreviveu. A maioria das vítimas é iraniana: 82 mortos. Outros 63 vítimas eram canadenses, 11 ucranianas, dez suecas, quatro afegãs, três inglesas e três alemãs. Dos 11 ucranianos mortos na queda da aeronave, nove faziam parte da tripulação. 

A aeronave voaria do aeroporto Imam Khomeini para Kiev, capital da Ucrânia, e a maioria dos passageiros faria apenas escala em Kiev. A explicação para o expressivo número de passageiros canadenses é que o voo passando por Kiev é uma das formas mais baratas de se deslocar entre Teerã e Toronto, que tem uma grande comunidade iraniana, de acordo com o jornal canadense The Globe And Mail.

 


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