Primeiro palestino morto desde início das manifestações contra plano de paz de Trump

Primeiro palestino morto desde início das manifestações contra plano de paz de Trump

Jovem palestino foi morto por um disparo das forças israelenses

AFP

Desde o anúncio do plano de paz, manifestações acontecem diariamente no centro de Hebron

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Um jovem palestino foi morto nesta quarta-feira por um disparo das forças israelenses, que afirmaram ter respondido ao lançamento de um coquetel molotov, na primeira manifestação com vítima mortal no território Palestino desde o anúncio americano do plano de paz para o Oriente Médio. Desde o anúncio, no último 28 de janeiro, do projeto de Donald Trump para a região, manifestações acontecem diariamente no bairro de Bab Al Zawya, no centro de Hebron, historicamente uma área de tensão na Cisjordânia ocupada.

Segundo autoridades palestinas, nos protestos anteriores - não somente nesse local, mas na Cisjordânia e na Faixa de Gaza - foram registrados uma dezena de feridos, mas até o momento não tinham mortos. Nesta quarta, "Mohamed al Hadad, de 17 anos, morreu por causa de um tiro no coração disparado pelas forças de ocupação do setor de Bab Al Zawya, em Hebron", informou o Ministério da Saúde palestino em comunicado.

De acordo com testemunhas, cerca de 15 pessoas lançaram pedras e outros objetos contra as forças israelenses no centro de Hebron, próximo a uma colônia judia. "Durante um violento confronto em Hebron as forças armadas israelenses identificaram um palestino que lançava um coquetel molotov na direção delas. Os soldados responderam disparando para eliminar a ameaça", segundo mensagem do exército.

Imagens da agência palestina Wafa mostram o corpo sem vida do jovem enquanto era carregado até um carro por outros manifestantes no centro de Hebron. Desse carro ele foi levado a uma ambulância, que o transportou a um hospital público palestino. Um fotógrafo da AFP viu o corpo inerte da vítima nesse hospital.


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