Tiroteio deixa três mortos em base aeronaval dos EUA
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Tiroteio deixa três mortos em base aeronaval dos EUA

Pelo menos dez pessoas teriam ficado feridas

Por
Correio do Povo e AFP

Imprensa local informa contagem autônoma de cinco feridos encaminhados a hospitais

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Três pessoas morreram, incluindo o atirador, e várias ficaram feridas nesta sexta-feira em um tiroteio na base aeronaval de Pensacola, no noroeste da Flórida. A polícia confirmou que não há mais atiradores em ação no local. "Uma quantidade desconhecida de pessoas está sendo enviada para hospitais", completou a Marinha.
 

 

Em nova publicação, cerca de 45 minutos mais tarde, a Marinha norte-americana registrou a morte de uma segunda vítima.

Segundo um balanço divulgado pela afiliada da ABC, cerca de dez pessoas ficaram feridas. Ainda pelo Twitter, a Marinha americana relatou que a base, onde estão estacionados 16.000 soldados, foi isolada.

O presidente americano, Donald Trump, foi informado sobre o tiroteio, segundo a Casa Branca. "Há provavelmente cerca de 100 veículos das forças de ordem que seguiram em direção ao local", descreveu ao "Pensacola News Journal" uma testemunha que trabalha na base, Jeff Bergosh. De acordo com este jornal local, dois feridos se encontram em estado grave.

O tiroteio ocorre um dia depois que duas pessoas morreram e uma terceira ficou ferida na base de Pearl Harbor, no Havaí. Elas foram mortas por um marine que abriu fogo e depois cometeu suicídio. As duas vítimas fatais eram funcionários civis do Departamento da Defesa, do mesmo modo que o ferido, que está internado em condição estável.

A base é a sede da Frota do Pacífico e também abriga elementos da Força Aérea americana. Este episódio foi registrado três dias antes do 78º aniversário do ataque japonês a Pearl Harbor, no qual morreram 2.403 militares americanos em 1941. O incidente provocou a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial.

Em 2016, o Pentágono flexibilizou as regras sobre o porte de armas de fogo pelas tropas em instalações do governo, em resposta a uma série de ataques fatais contra militares. Militares em determinadas funções podem portar armas, mas, com as novas regras, os comandantes podem autorizar o transporte de armas de propriedade privada.