TPI condena congolês por crimes de guerra e contra humanidade
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TPI condena congolês por crimes de guerra e contra humanidade

Ex-chefe rebelde responde por escravidão sexual e ataques contra civis

Por
AFP

ONGs contabilizam mais de 60 mil mortos desde 1999

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O Tribunal Penal Internacional (TPI) condenou nesta segunda-feira o ex-chefe de guerra congolês Bosco Ntaganda, de 45 anos, por crimes de guerra e crimes contra a humanidade, por abusos cometidos em 2002 e 2003 em Ituri, na região Nordeste da República Democrática do Congo (RDC).

"A câmara considera Bosco Ntaganda culpado de assassinatos, de ter liderado de forma intencional ataques contra civis, de estupros, de escravidão sexual, de assédio e de saques como crimes de guerra e crimes contra a humanidade", declarou o juiz Robert Fremr durante audiência em Haia.

Conhecido como "Terminator", Ntaganda matou um padre e foi considerado culpado por ordenar estupros de mulheres e meninas, uma delas de nove anos, recordou o juiz. A pena deve ser anunciada na próxima audiência. Temido ex-general do exército congolês, Ntaganda foi declarado culpado de 13 crimes de guerra e cinco crimes contra a humanidade. Ele afirmou ser inocente em 2015.

De acordo com várias ONGs, mais 60 mil pessoas morreram desde o início da violência em 1999 em Ituri, uma região instável e rica em minerais. Bosco Ntaganda teve um papel central no planejamento das operações da União de Patriotas Congoleses e de seu braço armado, as Forças Patrióticas para a Libertação do Congo (FPLC), reiterou em agosto do ano passado a acusação, na última fase do julgamento.