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Traslado dos corpos dos brasileiros mortos será pago por site de hospedagem

Principal hipótese é de que o grupo tenha inalado monóxido de carbono em apartamento que havia alugado por site

Por
R7

Família estava no Chile a turismo

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O Airbnb — serviço online de compartilhamento e acomodações — confirmou, nesta quinta-feira, que vai arcar com os custos de traslado dos corpos de seis brasileiros que morreram no centro de Santiago, no Chile. A principal hipótese é de que o grupo tenha inalado monóxido de carbono no apartamento que havia alugado por meio do site. 

Em nota enviada ao R7, a plataforma diz lamentar o incidente. Leia na íntegra: "O Airbnb irá arcar com os custos de traslado dos corpos. Estamos profundamente consternados com este trágico incidente. Nós nos solidarizamos com os familiares e estamos em contato para prestar todo apoio necessário aos familiares neste momento difícil. A segurança de nossa comunidade de viajantes e anfitriões é a nossa total prioridade.”

Mais cedo, parentes do grupo abriram uma vaquinha online com o objetivo de arrecadar R$ 100.000,00 para traslado dos corpos e velório. A página já havia arrecadado R$ 7.205,00 até as 14h. 

Posicionamento do Itamaraty

O Ministério das Relações Exteriores, por sua vez, afirma que não pode informar a data prevista para a chegada dos corpos ao Brasil sem que a família assim tenha solicitado de maneira expressa.

O Itamaraty diz que, "por meio do Consulado-Geral do Brasil em Santiago, acompanha o caso dos brasileiros mortos nessa cidade e mantém contato com os familiares, prestando-lhes a assistência consular cabível, bem como com as autoridades locais que investigam as circunstâncias do ocorrido".

"Quando um cidadão brasileiro falece no exterior e sua família opta por trazer seus restos mortais ao Brasil, os Consulados brasileiros sempre procuram apoiar, mediante expedição de documentos (atestado de óbito, por exemplo); orientação à família; e, eventualmente, contato com autoridades locais para tentar agilizar os trâmites", completa o comunicado. 

Turismo no Chile

A família se encontrava no Chile a turismo havia uma semana. Eles passaram mal e, na quarta, uma das pessoas chegou a ligar para um parente, falando frases desconexas. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, esse familiar acionou o consulado brasileiro.

O cônsul foi até o local, mas ninguém abriu a porta. Enquanto isso, os celulares das vítimas tocavam no interior do apartamento sem resposta. Após arrombar o imóvel, a polícia encontrou os brasileiros, quatro adultos e dois adolescentes de 13 e 14 anos, já mortos.

"Recebemos uma mensagem do familiar no telefone de emergência consular (...) Ele suspeitava que algo grave estava acontecendo e eu decidi vir pessoalmente. Subimos até o apartamento no sexto andar, batemos na porta, ninguém respondeu. Pedimos ajuda para abri-la, entramos, sentimos um cheiro de gás muito forte e achamos os seis corpos já sem vida", destacou o cônsul brasileiro em Santiago, Ezequiel Gerd Chamorrro, ao jornal chileno La Tercera.

Não se descarta que a alta concentração de monóxido de carbono detectada no local esteja relacionada com o tipo de calefação utilizada nos prédios. Na quarta-feira, todos os moradores foram retirados de seus apartamentos.