Trump apela à calma e pede que não haja violência ou vandalismo

Trump apela à calma e pede que não haja violência ou vandalismo

Câmara dos Representantes dos Estados Unidos analisa processo de impeachment do presidente dos EUA

AFP

Militares estão no Capitólio

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apelou à calma nesta quarta-feira e disse ser contrário a qualquer ato violento enquanto o Congresso discute a acusação contra ele de incentivo à invasão do Capitólio na semana passada.

"Ante a informações sobre novas manifestações, insisto para que NÃO haja violência, NÃO sejam cometidos delitos e NÃO haja vandalismo de nenhum tipo. Isso não é o que eu defendo, nem tampouco o que os Estados Unidos defendem", afirmou Trump em um comunicado emitido pela Casa Branca.

"Peço a TODOS os americanos que ajudem a dissolver as tensões e acalmar os ânimos. Obrigado", acrescentou.

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A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos iniciou na manhã desta quarta a sessão do segundo impeachment contra Trump. O republicano é acusado de ter incitado violência na última quarta-feira, quando apoiadores do presidente invadiram o Congresso com objetivo de impedir a certificação da vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais. Pelo menos cinco pessoas morreram nos confrontos.

Dezenas de militares da reserva passaram a noite dentro do Congresso. Muitos dormiam no chão das salas e corredores.

Blocos de concreto separavam os cruzamentos principais do centro da cidade; enormes barreiras de metal cercavam prédios federais, incluindo a Casa Branca, e a Guarda Nacional estava por todos os lados. 

Sessão

O principal legislador republicano na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos disse hoje que o presidente dos EUA tem "responsabilidade" na invasão do Capitólio, mas considerou inapropriado submetê-lo a um novo impeachment.

"Um julgamento político com tão pouco tempo seria um erro" porque "poderia dividir mais a nação", disse o líder da minoria republicana na Câmara baixa, Kevin McCarthy, durante a sessão na qual se discute submeter Trump a um novo impeachment. No entanto, ele admitiu que o presidente "arca com a responsabilidade do ataque ao Congresso" na quarta-feira passada.

Os debates na Câmara dos Representantes começaram às 9h locais (11h de Brasília). As intervenções dos congressistas foram enérgicas. Trump é um "tirano", lançou a democrata Ilhan Omar. "Não podemos virar a página sem fazer nada", disse ela.

A republicana Nancy Mace afirmou que o Congresso deveria exigir que o presidente fosse responsabilizado por suas ações, mas considerou irresponsável agir de "forma precipitada".

Cada vez mais isolado, o tempestuoso presidente tentou na terça-feira minimizar o procedimento contra ele, descrevendo-o como uma "continuação da maior caça às bruxas da história política". 

Poucos dias antes de sua partida para sua residência em Mar-a-Lago, Flórida, onde sua nova vida como "ex-presidente" deve começar, Trump parece cada vez mais desconectado do que está acontecendo na capital americana.

Nenhum representante republicano apoiou o impeachment anterior contra Trump em 2019, e apenas um senador do partido, Mitt Romney, votou para condená-lo. O presidente foi então absolvido da acusação de reter ajuda financeira para obrigar a Ucrânia a investigar uma suposta corrupção de seu adversário político Biden.

Mas desta vez, cinco legisladores já manifestaram intenção de votar a favor do "impeachment", entre eles Liz Cheney, uma das líderes da minoria republicana e filha do ex-vice-presidente Dick Cheney. 

A presidente da Câmara e líder da maioria democrata, Nancy Pelosi, revelou os nomes de sua equipe de "promotores" que levará o caso ao Senado, ainda dominado por republicanos, para o impeachment.


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