Trump diz que EUA atacou bases do Irã para "impedir uma guerra e não começar uma"

Trump diz que EUA atacou bases do Irã para "impedir uma guerra e não começar uma"

Segundo o presidente americano, Suleimani estava planejando ataques contra diplomatas e militares americanos na região de conflito

AE

Donald Trump afirmou ainda que ataque "deveria ter sido feito há muito tempo"

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que os ataques americanos contra forças do Quds - unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã - em Bagdá, tiveram o objetivo de impedir uma guerra e não iniciar uma.

"O que fizemos ontem deveria ter sido feito há muito tempo. Agimos na última noite para parar uma guerra, não agimos para iniciar uma", afirmou Trump, assumindo que o bombardeio contra iranianos estabelecidos no Iraque foram realizados sob a sua direção.

Durante a coletiva de imprensa na Casa Branca, na tarde desta sexta-feira, o presidente americano disse que os EUA estão "prontos e preparados para atitudes necessárias" para proteger os americanos. "Os EUA têm os melhores militares no mundo e o melhor serviço de inteligência do mundo", afirmou Trump.

Em sua primeira fala pública após o bombardeio no Iraque, Trump enfatizou que o general iraniano Qassim Suleimani, morto no ataque americano, foi responsável pela morte e tortura de iranianos ao liderar uma brutal repressão contra manifestações no país dele. Trump também chamou o general de "perpetuador do terror no Oriente Médio nos últimos anos" ao lado de apoiadores milicianos. "O mundo é um lugar mais seguro sem esses monstros", afirmou o presidente dos EUA.

Segundo Trump, Sulemani era "o terrorista número 1 do mundo" estava planejando ataques contra diplomatas e militares americanos na região de conflito. "Mas nós o pegamos no flagra e acabamos com ele", acrescentou. "Suleimani tem feito atos de terror para desestabilizar o Oriente Médio pelos últimos 20 anos."

Trump lembrou dos ataques à embaixada americana em Bagdá no início desta semana e o da sexta-feira passada em que mais de 30 foguetes foram lançados contra uma base militar iraquiana, matando um empreiteiro a serviço dos EUA e ferindo quatro americanos e dois soldados iraquianos. O presidente atribuiu ambos à Suleimani e disse que suas operações contribuíram para conspirações terroristas em Nova Delhi e Londres.

"Por anos a Guarda Revolucionária do Irã e suas forças cruéis sob a liderança de Suleimani feriu e matou centenas de americanos, civis e servidores" e continuou lembrando de outros episódios "hoje nós lembramos e honramos as vítimas de muitas atrocidades de Sulemani, e nós temos conforto em saber que o seu reino de terror acabou".

Apesar de severas críticas a ações da Defesa iraniana, Trump ainda disse ter muito respeito à população iraniana.

Donald Trump disse ainda que os EUA vão continuar buscando a paz em colaboração internacional e que não pretende mudar o regime do Irã. Ele frisou, porém, que a administração americana continuará lutando contra o terrorismo. "Vamos encontrar e eliminar terroristas", afirmou Trump.

Na manhã desta sexta, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, prometeu vingança. "Sua partida (de Suleimani) não acaba com a sua missão e uma forte vingança aguarda os criminosos que têm seu sangue e o sangue dos outros mártires em suas mãos", disse o líder supremo em comunicado. Ele também anunciou que o posto de Suleimani será ocupado pelo brigadeiro-general Esmail Ghaan e que a Guarda irá permanecer "inalterada". Até o momento, Ghaan era vice-comandante da força Al-Qods, responsável pelas operações estrangeiras do Irã.

Mais tarde, o Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã disse, pelo Twitter, que o assassinato de Qassim Suleimani como "o maior erro estratégico" dos EUA no oeste da Ásia e alertou que Washington não se livraria das consequências desse "erro de cálculo".

Depois da ação, a embaixada do país em Bagdá pediu a todos os cidadãos americanos que estão no Iraque para que saiam imediatamente do país.


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