Trump pede que curdos libertem jihadistas para forçar envolvimento dos EUA

Trump pede que curdos libertem jihadistas para forçar envolvimento dos EUA

Cerca de 800 famílias próximas ao Estado Islâmico fugiram durante ofensiva turca

AFP

Após ter retirado forças armadas da região, Trump reitera ameaças contra Ancara

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O presidente Donald Trump sugeriu nesta segunda-feira que os curdos poderiam libertar voluntariamente alguns prisioneiros do grupo jihadista Estado Islâmico (EI) para forçar os Estados Unidos a se envolverem em um conflito do qual Washington prefere ficar de fora. "Os curdos poderiam libertar alguns para nos envolvermos", tuitou o presidente dos Estados Unidos.
 

 


Trump também disse que esses jihadistas poderão "ser facilmente recapturados pela Turquia ou pelos países europeus, de onde muitos são originários, mas que é preciso se mexer rapidamente". "Não vamos lutar outra guerra entre pessoas que lutam há 200 anos", disse Trump. "Vocês realmente acreditam que entraremos em outra guerra contra a Turquia, que é membro da OTAN? As guerras sem fim terminarão", disse ele.

As autoridades curdas anunciaram no domingo a fuga de quase 800 famílias próximas de jihadistas estrangeiros do EI de um campo de deslocados próximo ao conflito. A ofensiva turca contra uma milícia curda no norte da Síria seguiu-se ao anúncio dos Estados Unidos de retirar militares da área, o que causou forte preocupação com a possibilidade de um possível ressurgimento do grupo jihadista, especialmente com a fuga de membros do EI que os curdos mantinham prisioneiros.

Segundo Trump, "a Europa teve a oportunidade de recuperar seus prisioneiros do Estado Islâmico, mas não quis arcar com o preço. Ao mesmo tempo em que retira suas forças armadas, o presidente americano reitera suas ameaças contra Ancara. "A sanções estão chegando contra a Turquia!", alertou nesta segunda-feira.

 


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