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Trump reafirma defesa do porte de armas nos EUA

Presidente norte-americano esteve reunido com representante da NRA

Senado já recebeu mais de 200 pedidos por restrição do porte de armas
Senado já recebeu mais de 200 pedidos por restrição do porte de armas Foto : Nicholas Kamm / AFP / CP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que conversou com o influente lobby National Rifle Association (NRA) e disse que é o defensor mais fervoroso do direito de portar armas de fogo, poucos dias depois de dois massacres ocorridos no país. "Eu sou o maior defensor da Segunda Emenda", afirmou Trump no Twitter, referindo-se à disposição legal que apoia o direito de portar armas. "Mas todos nós temos que trabalhar juntos pelo bem e pela segurança do nosso país", acrescentou.
 

 


Trump confirmou que falou com os líderes da NRA, o poderoso lobby pró-armas, para que suas posições possam ser "totalmente representadas e respeitadas". Trump disse que os líderes do Senado e da Câmara dos Representantes (Deputados) estão discutindo a possibilidade de "uma séria verificação de antecedentes" das pessoas que portam armas e insistiu em que estas não deveriam estar nas mãos de pessoas com problemas mentais.

Os dois tiroteios que deixaram 31 pessoas mortas em El Paso (Texas) e Dayton (Ohio) no fim de semana passada reavivaram o debate nacional sobre se é necessário um controle mais rigoroso para os proprietários de armas de fogo.

Na quinta-feira, o líder da NRA, Wayne LaPierre, disse que a associação "se opõe a qualquer legislação que infrinja injustamente os direitos dos cidadãos cumpridores da lei". "A verdade inconveniente é a seguinte: as propostas que muitos discutem não teriam evitado as horríveis tragédias em El Paso e Dayton", enfatizou.