Vaticano corrige declaração do Papa sobre homossexualidade

Vaticano corrige declaração do Papa sobre homossexualidade

Pontífice havia recomendado o uso da psiquiatria quando os pais observassem tendências homossexuais em seus filhos quando crianças

Por
AFP

Declaração foi feita na viagem que levava o papa Franscico da Irlanda de volta para Roma

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O Vaticano retirou nesta segunda-feira a referência à "psiquiatria" na declaração dada no último domingo pelo papa Francisco, ao ser questionado sobre a homossexualidade, destacando que o sumo pontífice não quis abordar o tema como "uma doença psiquiátrica". Em entrevista coletiva no avião que saiu da Irlanda em direção a Roma, o Papa argentino recomendou o recurso à psiquiatria, quando os pais observarem tendências homossexuais em seus filhos a partir da infância.

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É necessário levar em conta a idade das pessoas, explicou o papa, interrogado sobre o que diria aos pais que constatassem que seus filhos fossem homossexuais."Quando isso se manifesta desde a infância, há muitas coisas a fazer, pela psiquiatria, para ver como são as coisas. É uma outra coisa quando isso se manifesta depois dos 20 anos", afirmou o pontífice.

A palavra "psiquiatria" foi retirada do "verbatim" publicado hoje pelo serviço de imprensa do Vaticano, "para não alterar o pensamento do papa", explicou uma porta-voz do Vaticano. "Quando o Papa se refere à 'psiquiatria', é claro que ele faz isso como um exemplo que entra nas coisas diferentes que podem ser feitas", explicou. "Mas, com essa palavra, ele não tinha a intenção de dizer que se tratava de uma doença psiquiátrica, mas que talvez fosse necessário ver como são as coisas no nível psicológico", acrescentou.

Não é a primeira vez que o Vaticano corrige declarações dadas pelo Papa, na tradicional coletiva que ele dá ao voltar de suas viagens ao exterior. Segundo a agência I.Media, especializada no Vaticano, a assessoria de comunicação da Santa Sé retirou, em 2013, uma frase inteira pronunciada por ele sobre o monsenhor Oscar Romero, arcebispo de São Salvador, assassinado em 1980: "Não duvido que ele mereça ser beatificado, mas temos de considerar o contexto".