Zona Verde e base que abriga soldados americanos são alvos de ataques no Iraque

Zona Verde e base que abriga soldados americanos são alvos de ataques no Iraque

Fortes explosões foram ouvidas na capital iraquiana

AFP

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Dois ataques visaram quase simultaneamente neste sábado à noite a Zona Verde de Bagdá e uma base aérea iraquiana que abriga soldados americanos ao norte da capital, informaram autoridades dos serviços de segurança. Dois morteiros caíram na Zona Verde, onde está localizada a embaixada dos Estados Unidos, atacada na terça-feira por milhares de combatentes e partidários pró-Irã, informaram autoridades da segurança do Iraque e da Zona Verde. No mesmo momento, menos de 100 quilômetros ao norte, dois foguetes Katyusha caíram na base aérea de Balad, que abriga soldados e aviões americanos, segundo fontes da segurança no local.

De acordo com o comando militar iraquiano, os ataques não fizeram vítimas. Logo após esses disparos, drones americanos sobrevoaram a base para missões de reconhecimento, acrescentaram as fontes. Os Estados Unidos enviaram soldados adicionais esta semana para proteger seus diplomatas e soldados no Iraque, onde o sentimento antiamericano, alimentado pelos pró-iranianos, explodiu com o assassinato na sexta-feira em Bagdá do poderoso general iraniano Qassem Soleimani e do seu braço-direito Abu Mehdi Al Mouhandis.

Os apelos por "vingança" estão aumentando em Bagdá e em Teerã, enquanto os americanos já consideram há vários meses as facções armadas pró-Irã no Iraque uma ameaça mais perigosa do que os jihadistas do grupo Estado Islâmico (EI). Desde o final de outubro, 13 ataques com foguetes atingiram os interesses americanos no Iraque, matando um americano terceirizado em 27 de outubro em uma base no centro do país. Nenhum ataque foi reivindicado, mas Washington acusa as facções pró-Irã da Hachd al-Shaabi - uma coalizão paramilitar integrada ao Estado iraquiano - de serem responsáveis.

Neste sábado, milhares de pessoas participam do funeral de general iraniano Qasem Soleimani no Iraque. Os analistas agora temem um conflito entre o Irã e os Estados Unidos em solo iraquiano depois do ataque com drone que vitimou o militar no aeroporto de Bagdá . O presidente americano, Donald Trump, disse, no entanto, que eliminou Soleimani para parar uma guerra e não começar outra, e garantiu que o general planejava um ataque "iminente" contra os interesses dos Estados Unidos.

No Irã, as autoridades decretaram três dias de luto oficial em memória de Soleimani, de 62 anos. 


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