Assalto não está relacionado com facções, diz delegado sobre ataque em Criciúma

Assalto não está relacionado com facções, diz delegado sobre ataque em Criciúma

Quadrilha foi definida como bem articulada e com bom levantamento de informações

Correio do Povo

Batalhão da Polícia Militar de Criciúma também foi alvo de ataque

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O delegado Anselmo Cruz, integrante do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) de Santa Catarina, falou nesta terça-feira sobre o assalto violento registrado durante a madrugada na cidade de Criciúma. Em entrevista à CNN Brasil, o policial deu mais detalhes da ação que terminou com roubo de dinheiro e duas pessoas feridas. Segundo ele, o assalto não estaria relacionado a facções, especialmente o PCC, que tem atuação em solo catarinense. 

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"Não há evidência disso, até porque outros ataques semelhantes ocorreram em outros estados, como Minas Gerais e São Paulo. O método da ação é o do 'novo cangaço', em que os grupos invadem cidades pequenas para realizarem estes assaltos. Infelizmente, atingiu a nossa cidade", comentou Cruz. 

Cruz explicou que o crime realizado hoje não é de uma quadrilha local. Além disso, o delegado salientou que o grupo é experiente e planejou a ação com muito cuidado. "Neste tipo de situação, o que temos é um planejamento antecipado, talvez de meses. Não é algo que você faz de maneira rápida. Foi muito bem arquitetado e notamos que trata-se de uma quadrilha com um bom levantamento de informações", acrescentou. 

Questionado sobre a fuga, Anselmo Cruz comentou que os criminosos não teriam usado a BR 101, onde, provavelmente, teriam de entrar em um novo confronto com a policia militar local. "A fuga, nestes casos, se dá por estradas vicinais. Dessa forma, o trabalho policial continua, inclusive com o auxílio de aeronaves", detalhou.

Trinta homens teriam participado do crime e, conforme o delegado Cruz, foram utilizadas armas de uso restrito e fuzis de três calibres diferentes. "Eles estavam muito bem armados e usaram armamento pesado, como fuzis P.50, 762 e 556", explicou. 

Explosivos, investigação e prisões 

Pouco depois da troca de tiros e da fuga dos criminosos de Criciúma, as polícias militar e civil de Santa Catarina se deparou com ao menos 50 quilos de explosivos que foram deixados para atrasar qualquer perseguição. 

"Tivemos que remover esses explosivos para que o Instituto Geral de Perícia pudesse trabalhar. Só depois disso, a instituição financeira deverá fazer o levantamento da quantia que foi levada. O trabalho policial, assim como o dos criminosos, deve ser bem elaborado e feito com cuidado e cautela para que a gente possa chegar aos autores do crime", argumentou Cruz. 

O delegado Anselmo Cruz ainda relatou que quatro pessoas foram presas por furtar o dinheiro oriundo das explosões nos bancos. As notas ficaram espalhadas em parte do Centro de Criciúma e foram recolhidas por moradores que residem próximas ao local do crime. "Essas pessoas não têm relação com o assalto, mas foram presas por subtraírem as notas que ficaram no chão. Até, inclusive, é uma soma considerável que recolheram. Isso é crime de furto e essas pessoas foram detidas em suas próprias residências", esclareceu. 

 

 


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