Ataque a bancos na Serra pode ter relação com tiroteio ocorrido no Vale do Taquari

Ataque a bancos na Serra pode ter relação com tiroteio ocorrido no Vale do Taquari

Troca de tiros em Paraí terminou com sete assaltantes mortos

Correio do Povo

Troca de tiros ocorreu durante a madrugada desta sexta-feira em Paraí

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A tentativa de ataque a dois bancos, ocorrida na madrugada desta sexta-feira em Paraí, na Serra, pode ter relação com um crime registrado no começo de fevereiro, quando uma quadrilha buscava realizar um ataque a uma agência na cidade de Vespasiano Corrêa. A informação foi relatada nesta manhã pelo comandante geral da Brigada Militar, coronel Rodrigo Mohr Picon. Remanescentes do grupo que atuou no Vale do Taquari podem ter participado da troca de tiros no município da Serra. A possibilidade, porém, ainda será investigada. 

O coronel Picon explicou hoje, em entrevista coletiva, como se deu a tentativa de ataque a agências do Sicredi e do Banco do Brasil em Paraí que terminou com sete assaltantes mortos. A distância entre os dois bancos é de 150 metros e a troca de tiros ocorreu entre a avenida Presidente Castelo Branco e a rua Sete Setembro. "As nossas guarnições encontraram os criminosos e eles iniciaram de imediato uma reação, havendo na cidade dois pontos em que ocorreram confrontos", resumiu. "O nosso trabalho é sempre pela prisão de criminosos, mas houve reação e nós fomos obrigados a agir", completou. 

Questionado sobre como a Brigada Militar descobriu que haveria o ataque, Picon afirmou que o serviço de inteligência trabalhou bem e que no momento do crime a região já estava povoada com policiais militares. "Três criminosos estavam com moletons identificados como sendo da Polícia Civil. Além disso, nós apreendemos quatro espingardas calibre 12, metralhadora e duas pistolas", explicou ao falar do material que foi encontrado com os assaltantes.     

Picon reiterou que não tem como detalhar a atuação da inteligência da Brigada Militar e relatou até que ficou sabendo da existência de criminosos em Paraí horas antes da troca de tiros. "É um serviço sigiloso e qualquer informação que seja dada antes pode acabar afetando a operação. É um trabalho de prevenção ao crime. Não sei dizer se este era um grupo que era monitorado, e até nem gosto de saber para não termos o perigo de ter uma informação vazada", acrescentou. 

 

 

Operação Angico 

A iniciativa da Brigada Militar nesta madrugada faz parte da operação Angico, que tem como objetivo a prevenção de crimes de roubo e furto a estabelecimentos bancários, principalmente no interior do Rio Grande do Sul. A modalidade de crime é também conhecida como "Novo Cangaço". 

Conforme a BM, a ofensiva seguirá ativa nos próximos meses e ocorrerá baseada em três pilares: o primeiro deles é o de fiscalizar o furto e roubo de explosivos; a segunda diz respeito a operações focadas em prisões de criminosos e a terceira é a utilização do efetivo especializado com suporte de inteligência policial. 


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