A Polícia Civil investiga uma possível relação entre a execução que deixou quatro mortas na zona Norte de Porto Alegre, na noite do dia 4 deste mês, e um assassinato ocorrido durante a tarde em Forquilhinha, em Santa Catarina. O caso é investigado pela 5ª Delegacia de Polícia de Homicídios e Proteção à Pessoa (5ª DHPP) da Capital, sob comando do delegado Gabriel Lourenço.
Em entrevista à Record TV RS, o titular da 5ª DPHPP observou que algumas das vítimas do bairro Rubem Berta tinham relação com o narcotráfico. Uma delas era irmão do homem assassinado em Forquilhinha. A suspeita é de que o morto na cidade catarinense, baleado dentro de um supermercado no qual era o proprietário, estaria envolvido com lavagem de dinheiro.
As quatro vítimas foram duas jovens de 21 anos, sendo que uma estava grávida, além de dois homens de 41 e de 43 anos. A gestante já era conhecida dos policiais civis. “Ela já tem envolvimento de muitos anos com o crime organizado. Já esteve aliada a diversas facções do universo criminoso”, lembrou o titular da 5ª DPHPP. De acordo com ele, duas das vítimas “eram traficantes e uma outra é suspeita de que estava ali fazendo compra de entorpecentes”.
Os atiradores supostamente estariam em uma Chevrolet Zafira. Em uma residência na rua Wolfram Metzler, no bairro Rubem Berta, estava a jovem grávida, de 21 anos, com o filho de um ano e meio. Já na rua Afonso Moacir Cerioli, no bairro Mário Quintana, estavam as demais vítimas.
Em Forquilhinha, o proprietário foi atingido nas pernas, costas e pescoço pelos tiros, vindos de um indivíduo que invadiu o supermercado, situado na rua Bonifácio Back, no bairro Santa Isabel. O delegado Gabriel Lourenço adiantou que existe inclusive a possibilidade de que uma das vítimas na zona Norte de Porto Alegre tenha participado do assassinato em Santa Catarina. “Tudo isso será esclarecido ao término do inquérito policial”, assegurou.