Avó do menino Henry Borel diz que acredita que neto foi agredido no dia da morte

Avó do menino Henry Borel diz que acredita que neto foi agredido no dia da morte

Antes de ser questionada por juíza, Rosângela Medeiros disse que neto nunca foi agredido: "Jamais permitiria isso"

R7

Durante todo o dia, foram ouvidas testemunhas de defesa de Monique

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A mãe de Monique Medeiros, Rosângela Medeiros, foi a última a ser ouvida na quarta-feira, no terceiro dia de audiência que apura a morte de Henry Borel, de 4 anos, em março deste ano. Durante a audiência, ela negou ter conhecimento sobre possíveis violências que o neto sofresse por parte de Jairinho. "Henry nunca foi agredido, eu jamais deixaria isso. Nunca reclamou de nenhuma agressão, ou tortura."

Entretanto, após ser questionada pela  juíza Elizabeth Machado Louro se acreditava que o neto foi agredido no dia da morte, em razão de a perícia ter apontado lesões internas no corpo do menino, a avó respondeu que sim.

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Antes de falar sobre as agressões sofridas pelo menino, Rosângela disse não saber se o menino tomava algum tipo de antidepressivo, mas que a psicóloga que atendeu ele cinco vezes nunca apontou indícios de depressão nele.

“Nem a psicóloga que fez cinco sessões com o Henry mostrou em nenhum momento que ele estivesse triste, chateado, depressivo.”

Durante todo o dia, foram ouvidas testemunhas de defesa de Monique. Entre os convocados para depor, estava o irmão dela, Bryan Medeiros. Ele disse que ela pensou em tirar a própria vida no dia do velório do menino.

"O tempo foi passando, a gente ficou ligando, (perguntávamos) cadê a Monique, cadê a Monique? E depois eu fui saber que ela pensou em jogar o carro da ponte, que ela saiu de carro e pensou em tirar a própria vida. Então, ela demorou a chegar (no velório). A Monique nunca mais foi feliz depois daquilo."

Em seu depoimento, Bryan disse que a irmã foi "a melhor mãe que Henry poderia ter tido". Questionado sobre a passagem de Monique por um salão de beleza no dia seguinte ao velório de Henry, se limitou a dizer que não possui "arcabouço técnico" para julgar o processo de luto.


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