BM defende uso de gás lacrimogêneo após confusão na Cidade Baixa
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BM defende uso de gás lacrimogêneo após confusão na Cidade Baixa

Estratégia foi utilizada no sábado para dispersar foliões que ocupavam as ruas do bairro após a apresentação dos blocos

Por
Eduardo Amaral

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O comandante do 9º Batalhão da Polícia Militar (BPM), tenente-coronel Luciano Moritz, defendeu a utilização de bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os foliões que ocupavam as ruas da Cidade Baixa no sábado, após o desfile dos blocos de Carnaval. De acordo com Moritz, a ação foi motivada para acabar com brigas generalizadas, as quais, segundo ele, poderiam ter resultados piores como “um triplo homicídio, uma facada ou uma garrafada”.

Moritz explicou que não seria possível para os policiais que trabalhavam no local fazer prisões pontuais devido ao grande número de pessoas na rua. “Você não consegue chegar entre a multidão naquele grupo e prender alguém”. O tenente-coronel afirmou que, após a manobra, os problemas acabaram no bairro.

Segundo o comandante, foram várias as denúncias e reclamações recebidas pelo número 190. Ele descreve o cenário de sábado como algo semelhante a 2019, quando durante o Carnaval a BM também utilizou bombas de gás lacrimogêneo para dispersar a população. “No ano passado tivemos ruas bloqueadas, cobrança de pedágio dos moradores e tráfico de drogas, e no sábado foi algo semelhante.”

Neste domingo a BM mudou a estratégia de atuação no bairro após o fim da apresentação dos blocos de rua, que aconteceu na Praça Garibaldi. Para evitar que as ruas fossem fechadas pelos foliões, guarnições se posicionaram nas principais esquinas do bairro, evitando assim a ocupação da via. “Reforçamos a estrutura porque na hora que a rua é fechada é quando tem brigas”, explicou Moritz.

Apesar das bombas e do susto de quem estava no local, o comandante afirma que ninguém ficou ferido.