BM investiga coronel por passar dados sigilosos a empresa de criptomoedas
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BM investiga coronel por passar dados sigilosos a empresa de criptomoedas

Corporação foi informada pela PF que oficial é suspeito em contravenções investigadas pela operação Egypto

Por
Correio do Povo

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Nove anos após o escândalo de espionagem na Casa Militar, o Sistema de Consultas Integradas volta a preocupar o governo do Rio Grande do Sul. A Brigada Militar abriu processo de investigação para apurar o comportamento de um coronel da corporação, suspeito de ter pesquisado dados sigilosos do Sistema e repassado as informações para os sócios de uma empresa especializada na venda de criptomoedas. O coronel também é investigado pela Polícia Federal.

De acordo com o comandante-geral da BM, Mário Ikeda, desde quinta-feira já havia suspeita a respeito do envolvimento do coronel com as investigações da PF, mas a confirmação de que ele é um dos alvos veio apenas nesta sexta-feira. Ikeda disse que será feita uma avaliação se a conduta do brigadiano é ou não criminosa, e a punição pode variar desde sanções internas até a expulsão da corporação. “Abrimos o inquérito para averiguar e dependendo do resultado da apuração vamos definir qual a pena imposta."

Ao analisar documentos apreendidos na Operação Egypto, a Polícia Federal chegou ao nome do coronel. A primeira fase da ação foi deflagrada no mês de maio, quando a PF foi até a sede da empresa localizada em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos. As investigações apontaram uma movimentação de mais de R$ 700 milhões. Entre os objetos apreendidos durante a ação está uma Ferrari, ano 2009, avaliada em R$ 650 mil.

Segundo a Polícia Federal, o grupo atuava desde 2018 e prometia aos clientes lucros de até 15% no primeiro mês de aplicação, percentual considerado bem acima do praticado no mercado. Muitas pessoas foram prejudicadas e procuraram a Polícia Civil para tentar reaver o que haviam investido.