Bombeiros gaúchos mantêm o sonho de ter o serviço de salvamento aéreo
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Bombeiros gaúchos mantêm o sonho de ter o serviço de salvamento aéreo

Tragédia do rompimento da barragem de Brumadinho demonstrou a importância do emprego dos veículos aéreos

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Correio do Povo

Tragédia do rompimento da barragem de Brumadinho demonstrou a importância do emprego dos veículos aéreos

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A tragédia do rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, demonstrou a importância do emprego de helicópteros por parte dos bombeiros. Imagens das aeronaves sobrevoando rente ao mar de lama, com cenas inclusive de resgate de vítimas em meio ao lodo, circularam nas redes sociais e na imprensa de todo o país. Separado da Brigada Militar há menos de dois anos, o Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) quer contar com serviço próprio de salvamento aéreo.

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Porém, nesse momento a instituição ainda encontra-se em fase de reorganização após o desmembramento da BM. O novo comandante do CBMRS, coronel César Eduardo Bonfanti, mantém o sonho da corporação de contar no futuro com o serviço de salvamento aéreo.

“Praticamente todos os estados têm, mas os bombeiros já estão emancipados há muito tempo”, destacou. Ele citou como exemplo Santa Catarina onde a emancipação ocorreu há mais de dez anos. “Eles tiveram uma evolução técnica e de conhecimento muito grande”, ressaltou.

Em SC, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina possui o Batalhão Operações Aéreas que atualmente conta com dois helicópteros, denominados Arcanjos 01 e 03, e dois aviões, chamados de Arcanjos 02 e 04. Em oito anos de atuação, as quatro aeronaves atenderam diretamente mais de 6 mil pessoas, sendo realizadas um número superior a 6,4 mil missões aéreas.


Observando que “os meios têm que ser bem geridos”, o coronel César Eduardo Bonfanti prevê a possibilidade de dispor do serviço de salvamento aéreo em cinco anos apesar das dificuldades apresentadas na atual conjuntura econômica. Enquanto essa realidade não chega, o comandante do CBMRS agradece o apoio prestado pelas aeronaves do Batalhão de Aviação da Brigada Militar.


“Hoje nosso trabalho é garantir o trabalho de atendimento de emergência, de combate a incêndio e de prevenção, adequado às necessidades da sociedade. É um processo lento mas acreditamos que no máximo em cinco anos estaremos muito melhor”, concluiu.