Brigada Militar avalia como duro golpe ao crime a apreensão de mais de 1,5 tonelada de maconha

Brigada Militar avalia como duro golpe ao crime a apreensão de mais de 1,5 tonelada de maconha

Perfil dos presos na ação policial do 33º BPM, com todos sendo jovens e sem antecedentes criminais, também chamou a atenção

Correio do Povo

Organização criminosa pode ter perdido entre R$ 2 e R$ 3 milhões na ação da BM

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O comando da Brigada Militar de Sapucaia do Sul avaliou como "um duro golpe" nas facções criminosas a apreensão de mais de 1,5 tonelada de maconha, cerca de 1,5 quilo de cocaína, além de quatro fuzis calibres 556, duas espingardas calibres 12 e uma pistola calibre 9 milímetros, mais munição e quase R$ 84,5 mil em dinheiro. “Foi um grande trabalho integrado realizado pelas frações ostensivas e serviço de inteligência do batalhão”, declarou o comandante do 33º BPM, tenente-coronel Vladimir da Rosa.

“Houve um grande impacto e vai dar um prejuízo significativo para os grupos organizados e uma tranquilidade para a sociedade”, disse. “Com certeza conseguimos atingir o objetivo principal que foi salvar vidas. Realmente cumprimos nosso lema: a Brigada Militar, a força da comunidade. O trabalho perfeito é servir”, acrescentou, agradecendo o empenho do efetivo. “Todos trabalharam com técnica, profissionalismo, comprometimento e dedicação”, concluiu.

Já o subcomandante do 33º BPM, capitão Rafael Fell, considerou que “o prejuízo foi gigantesco” para a criminalidade. “Os fuzis valem R$ 30 mil cada um e uma das calibre 12 vale no mínimo R$ 50 mil. Eles perderam muito…”, estimou, calculando a perda em R$ 2 milhões a R$ 3 milhões com armamento, munição, drogas e dinheiro apreendidos na ação.

No entanto, o oficial manifestou preocupação ao verificar o perfil dos presos. “Eles são jovens, entre 18 e 25 anos. Eles não tem ficha criminal. O tráfico está usando e pagando eles como `laranjas´, alugando casas e depositando drogas e armas em cidades diferentes” observou. “A idade do pessoal recrutado pelo tráfico está sendo cada vez menor e sem antecedentes para não levantar suspeitas”, enfatizou. O capitão Rafael Fell não descartou que ocorra uma represália dentro da organização criminosa devido aos prejuízos. “Vamos continuar monitorando a situação”, assegurou.


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