Brigada Militar desliga soldado que atuava como segurança

Brigada Militar desliga soldado que atuava como segurança

Policial respondeu Processo Administrativo Disciplinar após morte de João Alberto no Carrefour da zona Norte de Porto Alegre

Samantha Klein

Policial envolvido em morte no Carrefour foi desligado da Brigada Militar

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O Comando-Geral da Brigada Militar desligou o soldado do Programa de Militares Estaduais Temporários da Instituição que participou da abordagem que resultou na morte de João Alberto Silveira Freitas. Beto, um homem negro de 40 anos, morreu após ação do PM temporário e de outro segurança do hipermercado Carrefour no dia 19 de novembro.

O brigadiano temporário estava de folga e, conforme a lei 11.991/03, que regula o trabalho dos policiais temporários, foi desligado em função do cometimento de transgressão disciplinar grave. Em nota, a corporação disse que garantiu o cumprimento dos prazos legais no Processo Administrativo Disciplinar (PAD) “para o direito de ampla defesa do Militar Estadual Temporário”. A publicação oficial do ato deve ocorrer na próxima edição do Diário Oficial do Estado.

A Polícia Civil, por sua vez, deve finalizar o inquérito do caso na próxima semana. A delegada Roberta Bertoldo, da 2ª Delegacia de Homicídios, aguarda os laudos do Departamento Médico Legal (DML) do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para terminar a investigação.

Em informe nesta tarde, a companhia francesa estabelecida no Brasil informou que vai modificar os serviços de segurança, a partir de um processo de internalização. O processo vai começar, a partir de 14 de dezembro, pelos quatro hipermercados no Rio Grande do Sul, em um projeto-piloto, incluindo a loja Passo D’Areia, local onde Beto foi agredido. A nota informa que o “novo modelo é o ponto inicial para transformação do seu modelo de segurança e faz parte dos compromissos anunciados pela rede”. O recrutamento e o treinamento dos profissionais para as lojas contará com associação que reúne empreendedores negros da região de Porto Alegre.

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