Buscas de bombeiros pelo menino Miguel completam 30 dias no Litoral Norte

Buscas de bombeiros pelo menino Miguel completam 30 dias no Litoral Norte

Nesta sexta-feira, o mar estava na cor de chocolate, prejudicando visualização na orla

Correio do Povo

Varredura diária é realizada entre Mostardas e Torres

publicidade

Nesta sexta-feira completam-se 30 dias de buscas do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) pelo menino Miguel, de sete anos, no Litoral Norte. “Tempo limpo, sol radiante, praticamente sem vento…”, constatou o coordenador da operação e comandante do Corpo de Bombeiros de Tramandaí, tenente Elísio Lucrécio, nesta manhã.

“Em compensação, a água está um chocolate. Mar subiu bastante na madrugada, mas está baixo agora no período da manhã”, observou. “Lamentável, quando não é uma circunstância negativa é outra...triste”, desabafou.

A criança foi dopada e jogada na noite de 29 de julho passado no rio Tramandaí, no limite entre Imbé e Tramandaí. A mãe da criança, de 26 anos, e a companheira dela, de 23 anos, foram presas.

A varredura na orla entre Mostardas e Torres é realizada diariamente pelo 9º Batalhão de Bombeiro Militar através dos efetivos das unidades de Tramandaí, Capão da Canoa, Torres e Cidreira. Navegantes, pescadores e população em geral permanecem orientados sobre qualquer suspeita.

A mãe está na Penitenciária Feminina de Guaíba. Já a companheira dela permanece recolhida no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF), em Porto Alegre. Ambas foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Elas foram acusadas de tortura, homicídio triplamente qualificado por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver. A denúncia oferecida pelo MPRS foi recebida último no dia 17 pela 1ª Vara Criminal de Tramandaí.

A mãe já é considerada ré no processo da Justiça. No entanto, o processo da companheira dela, denunciada pelos mesmos crimes, ficará suspenso em razão da instauração do incidente de insanidade mental que está em andamento. A perícia está sendo realizada pelo IPF.

O promotor de Justiça André Luiz Tarouco Pinto confirmou nesta sexta-feira que a companheira da mãe teve a prisão temporária convertida em preventiva pelo Poder Judiciário. "Ainda estamos no aguardo da resposta do laudo do IPF", destacou. "Com relação ao corpo do menino, infelizmente ainda não há qualquer novidade", afirmou, referindo-se aos 30 dias de buscas.


publicidade

publicidade

Correio do Povo
DESDE 1º DE OUTUBRO 1895