Buscas por menino jogado no rio Tramandaí são concentradas na beira-mar no Litoral Norte

Buscas por menino jogado no rio Tramandaí são concentradas na beira-mar no Litoral Norte

Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul percorre orla na direção de Torres

Correio do Povo

Varredura ocorre pela terra, mar e céu

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O Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul (CBMRS) concentrou na beira-mar as buscas neste quinto dia pelo menino que foi dopado e jogado no rio Tramandaí, em Imbé, pela mãe e com ajuda da companheira, no Litoral Norte. 

Nesta segunda-feira, o efetivo do 9º Batalhão de Bombeiros Militar (9º BBM) percorre uma extensa área da faixa de areia de várias praias, com emprego de viatura e quadriciclo. Até moto aquática e drone fazem a varredura dentro do mar.

“Estamos com nossas equipes pela orla, em direção à Torres, passando por Capão da Canoa, até o final da tarde”, afirmou na manhã desta segunda-feira o coordenador das operações e comandante do Corpo de Bombeiros de Tramandaí, tenente Elísio Lucrécio. O trabalho começa na barra do Imbé. 

“Estamos intensificando nossas buscas”, enfatizou. Ele lembrou que os mergulhadores da Companhia Especial de Busca e Resgate (CEBS) de Porto Alegre esgotaram a princípio todas as possibilidades do corpo da vítima estar no rio e na lagoa. Um alerta foi repassado inclusive ao Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina.

O tenente Elísio Lucrécio pediu que a população, em especial os pescadores, comunique qualquer avistamento de “algo flutuante, comparado ao corpo de uma criança”.

Companheira detida 

No domingo, a companheira da mãe da vítima, de 23 anos, foi detida pela Polícia Civil, após ter a prisão temporária por 30 dias decretada pela Justiça com parecer favorável do Ministério Público do Rio Grande do Sul. Já a mãe do menino, de 26 anos, havia sido presa em flagrante na noite de quinta-feira passada.

As primeiras informações apontam que a criança recebeu uma medicação e foi colocada inconsciente dentro de uma mala, sendo levada até a margem do rio Tramandaí, onde foi jogada dentro da água. A mãe contou que não sabia se a criança estava viva ou morta. A mala de rodinha foi recolhida no local ainda na noite de quinta-feira.

De acordo com o titular da DP de Imbé, delegado Antônio Carlos Ractz Júnior, a investigação criminal apurou até então, inclusive após a autorização judicial para acesso ao conteúdo armazenado nos smartphones apreendidos, que a mãe concorreu para a prática dos crimes em tese de tortura, homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver, em comunhão de esforços e conjugação de vontades com a sua companheira.

O menino vivia sob intensa tortura física e psicológica, mantido em uma peça de um metro quadrado, nos fundos da pousada onde morava a mãe e a companheira. A criança ficava quase sempre trancada dentro de um armário.


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