Polícia

Carrefour chega a acordo com familiares por morte de João Alberto

Vítima foi agredida com violência e asfixiada por seguranças em mercado da rede na zona Norte de Porto Alegre

Supermercado da zona norte foi palco de agressão brutal
Supermercado da zona norte foi palco de agressão brutal Foto : Alina Souza / CP Memória

O Grupo Carrefour Brasil e os familiares de João Alberto Freitas, assassinado em brutal agressão de  seguranças na saída de uma loja da rede na zona Norte de Porto Alegre, entraram em acordo final sobre a indenização. Conforme nota oficial, divulgada nesta quinta-feira, um novo e último acerto foi definido para compensar a família pela perda. Os valores não foram divulgados.

Em abril, um depósito de consignação extrajudicial, no total de R$ 1 milhão foi efetuado, em nome da viúva Milena Alves. Na época, entretanto, ela recusou o valor. “Desde o primeiro momento, nossa principal prioridade foi dar o suporte necessário para os familiares, na parte psicológica e financeira. Conseguimos avançar rapidamente nos acordos com todos os familiares e hoje concluímos o último com a senhora Milena”, afirmou João Senise, vice-presidente de RH do Carrefour Brasil.

Até o mês passado, oito membros da família já haviam formalizado e recebido os valores, incluindo os quatro filhos, a enteada, a neta, a irmã e o pai de João Alberto. Segundo o comunicado, o Carrefour também disponibilizou assistência financeira e psicológica para a família da vítima, incluindo uma assistente social e os gastos com supermercados, aluguéis, transportes e educação.

A empresa informou, ainda, que um fundo de R$ 40 milhões, criado em 2020, possibilita a contribuição do grupo na capacitação de pessoas negras, na educação, na formação de lideranças, e em startups, com a possibilidade de utilizar a plataforma do grupo. Entre outras mudanças, o Carrefour também incluiu uma cláusula antirracista nos contratos com fornecedores, como parte da Política de Tolerância Zero.