Carrefour deposita R$ 1 milhão para a viúva de João Alberto, espancado e morto em novembro de 2020

Carrefour deposita R$ 1 milhão para a viúva de João Alberto, espancado e morto em novembro de 2020

Empresa divulgou nota oficial informando as ações sobre o caso ocorrido em Porto Alegre

Correio do Povo

João Alberto foi morto durante espancamento por seguranças no interior do hipermercado

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O Grupo Carrefour Brasil anunciou que depositou deliberadamente R$ 1 milhão para Milena Alves, 43 anos, viúva de João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, o Beto, morto durante espancamento por seguranças no interior do hipermercado da avenida Plínio Brasil Milano, no bairro Passo da Areia, em Porto Alegre, em novembro de 2020. A empresa encaminhou também R$ 100 mil extras diretamente na conta bancária dela para gastos mais urgentes.

“O depósito foi feito em uma conta criada com a finalidade de consignação extrajudicial para efeito de indenização e já está disponível para Milena, única familiar que ainda estava com a negociação de indenização em aberto”, esclareceu a empresa em nota oficial.

“O valor é a soma do patamar máximo por danos morais fixado pelo Supremo Tribunal de Justiça para casos como este e de um valor referente aos danos materiais, independentemente da comprovação que seria necessária em caso de litígio, e que geraria novos custos à viúva”, informou ainda o Grupo Carrefour Brasil.

Além do pagamento da indenização à Milena Alves, o Carrefour já havia finalizado oito acordos com os demais familiares de João Alberto, que incluem os quatro filhos, o pai, a irmã, a enteada e a neta. O Grupo Carrefour Brasil lembrou que manteve assistência financeira e psicológica à disposição da família de João Alberto Freitas, incluindo uma assistente social e os gastos do dia a dia, como compras em supermercados, aluguéis, transportes e educação, entre outros.

“Todos os quatro filhos de João Alberto, sua enteada e sua neta já estão com ressarcimentos definidos, em negociações finalizadas. Dentre estes familiares, a filha e a neta do primeiro casamento, bem como a enteada de João Alberto, já tiveram o acordo homologado e receberam o valor pactuado. Os três filhos do segundo casamento tiveram o acordo recentemente homologado pelo Judiciário do Rio Grande do Sul, após manifestação favorável do Ministério Público, e o pagamento será efetuado ainda nesta semana”, informou. “O pai de João Alberto já recebeu o valor acordado; e a irmã de João Alberto já recebeu o valor acordado”, acrescentou na nota oficial.

Em paralelo aos acordos com a família, o Carrefour está negociando junto ao Ministério Público do Rio Grande do Sul e diversas outras autoridades uma indenização por danos morais coletivos, que acontecerá por meio de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), estabelecendo "compromissos e obrigações da empresa com a sociedade para a luta contra o racismo no país, apoiando e investindo em ações que contribuam para a mudança deste triste cenário de racismo que ainda hoje existe no Brasil".

“Combater o racismo é um tema que precisa ser prioridade de todos e o Carrefour reconhece a importância de seu papel neste contexto. Desde a morte de João Alberto, o Carrefour assumiu 8 compromissos com mais de 50 iniciativas públicas para o combate à discriminação e inclusão de negros e negras, como forma de contribuir para o enfrentamento do racismo no Brasil", disse a empresa.

"Para subsidiar estes compromissos, foi criado um Fundo de Diversidade cujos recursos serão destinados a ações de impacto na sociedade, previstas nos compromissos divulgados”, enfatizou. “Para acompanhar os compromissos assumidos pelo Carrefour, foi lançado o site Não Vamos Esquecer, que reúne todas as ações e avanços do Carrefour na luta do combate ao racismo”, concluiu na nota oficial.


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