Celular perdido foi pista para identificar quadrilha de roubo de carros que agia em Porto Alegre

Celular perdido foi pista para identificar quadrilha de roubo de carros que agia em Porto Alegre

Operação da Delegacia de Roubos de Veículos do Deic foi deflagrada para desarticular grupo criminoso

Correio do Povo

Ação ocorreu na Capital, Alvorada, Cachoeirinha e Eldorado do Sul

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Um telefone celular caído em um veículo roubado foi a principal pista dos policiais civis para identificar a quadrilha desarticulada na manhã desta terça-feira pela Delegacia de Roubos de Veículos (DRV) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A ação resultou em cinco presos, incluindo um apenado do regime semiaberto, de 32 anos, que utilizava uma tornozeleira eletrônica e comandava o grupo criminoso.

Segundo o delegado Rafael Liedtke, o aparelho telefônico celular encontrado é do líder da quadrilha. “Ele roubou uma Duster no dia 6 deste mês e conseguiu fugir, mas o celular ficou dentro do veículo”, explicou. Levada da vítima por volta do meio-dia no bairro Vila João Pessoa, em Porto Alegre, a Renault Duster foi recuperada quase uma hora e meia depois ao ser localizada no bairro Aparício Borges. “Acho que ele não se deu conta que a gente tinha achado o celular..”, supôs.

“Ele levou a Duster para perto da casa dele”, frisou o titular da DRV, lembrando que o suspeito foi capturado nesta manhã pelos policiais civis na residência no bairro Aparício Borges. Antes da Duster, a quadrilha tentou roubar um Fiat 500, mas a vítima saiu correndo pela rua.

Imagens de uma câmera de monitoramento registraram toda a ação criminosa. As roupas usadas pelos bandidos foram apreendidas pelos agentes da CRV nesta terça-feira. “achamos a jaqueta e os tênis dentro do quarto da casa dele”, disse o delegado Rafael Liedtke.

Sobre a tornozeleira eletrônica, o delegado Rafael Liedtke constatou que “entre um roubo e outro”, o líder do grupo carregava o equipamento na tomada, com o intuito de “não ficar foragido”.

O bando criminoso agia em vários bairros da Capital e tinha preferência pelas caminhonetes conhecidas como SUV. “Quase todos os dias, eles roubavam...”,apontou. Os carros tinham depois as placas clonadas. “Eles acabavam cometendo outros roubos com esses veículos ou vendiam para outras quadrilhas”, afirmou.

“Com armas de fogo, eles ameaçam as vítimas. Vinham agindo ao menos há três meses ou até antes”, salientou. O delegado Rafael Liedtke convocou as vítimas para compareçam no Deic e façam o reconhecimento pessoal dos cinco presos, sendo quatro homens e uma mulher, também participante direta nos assaltos.

Cerca de 70 agentes cumpriram as ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e mandados de prisões preventivas e temporárias, em Porto Alegre, Alvorada, Cachoeirinha e Eldorado do Sul.  

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Foto: Ricardo Giusti / CP


Foto: PC / Divulgação / CP


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