Cervejaria de MG fechada pelo governo federal contesta laudo da polícia
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Cervejaria de MG fechada pelo governo federal contesta laudo da polícia

Departamento Jurídico da empresa negou existência de provas de contaminação do produto

Por
AE

Cervejaria negou existência de provas de contaminação

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A cervejaria Backer contestou neste sábado, 11, o laudo da Polícia Civil de Minas que apontou a presença da substância dietilenoglicol em garrafas da cerveja Belorizontina, produzida pela marca, e que pode ter sido a causa de uma morte e nove internações em hospitais de Belo Horizonte e da região metropolitana. Segundo o departamento jurídico da empresa, até o momento, não há prova de contaminação do produto.

Laudo da polícia divulgado na quinta apontou a presença do composto químico dietilenoglicol em garrafas da Belorizontina que teriam sido consumidas pelas vítimas. No caso de fábricas de cerveja, a substância pode ser utilizada no resfriamento de tanques ou serpentinas.

A Backer afirma que não usa o produto em sua linha de produção. Exames de laboratório já comprovaram a presença do dietilenoglicol no organismo de três pessoas que foram hospitalizadas. O laudo foi feito com base em garrafas da cerveja recolhidas na casa de possíveis vítimas.

"É importante destacar que não existe laudo pericial conclusivo sobre a presença do dietilenoglicol nas amostras analisadas pela Polícia Civil. Foi elaborada apenas uma análise preliminar. Isso significa que, até o presente momento, não existe prova de contaminação. Tanto é que tal análise não nos foi encaminhada formalmente", afirma o advogado da Backer, Estevão Nejm.

Ministério determinou interdição e apreensão de produtos Sob alegação de "risco iminente à saúde pública", o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento fechou na sexta-feira, 10, a fábrica da Backer no bairro Olhos D'Água, região oeste de Belo Horizonte. A pasta informou que a medida foi tomada de forma "cautelar" e que "foram determinadas ações de fiscalização para a apreensão dos produtos que ainda se encontram no mercado"

Em nota divulgada neste sábado, a Backer disse que, pelo caráter cautelar da medida, "a empresa não foi responsabilizada administrativamente ou penalizada judicialmente, tratando-se de uma medida meramente preventiva".

A fábrica afirmou ainda "que segue colaborando e aguardando os resultados das investigações", e que "conforme anunciado, vai realizar uma vistoria completa em seus processos de produção, visando o esclarecimento a toda a sociedade". Procurada para comentar as afirmações da cervejaria, a Polícia Civil informou que seu laudo é conclusivo.