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Conselho de Sentença do Caso Bernardo é formado em Três Passos

Julgamento deve começar no início da tarde desta segunda-feira

Por
Henrique Massaro

Grande aparato de segurança foi montado no Fórum de Três Passos

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O Conselho de Sentença do caso do menino Bernardo Uglione foi formado no final da manhã desta segunda-feira no Fórum de Três Passos. A escolha dos jurados é o primeiro movimento relacionado ao julgamento do assassinato. Ao todo, foram selecionados sete jurados para compor o conselho. Trata-se de um sorteio entre 50 pessoas (25 titulares e 25 suplentes) da comarca de Três Passos que foram convocados no dia 12 de fevereiro. A sessão foi suspensa para uma pausa para o almoço e foi retomada por volta das 13h. 

Tribunal de Justiça já distribuiu fichas para a população em geral que tem interesse em assistir ao julgamento. A distribuição foi feita por ordem de chegada. A partir do início da sessão, o Ministério Público terá quatro horas para realizar a acusação contra os quatro réus do caso Bernardo: Leandro Boldrini, a madrasta Graciele Ugulini, e a amiga dela Edelvânia Wirganovicz, além de Evandro Wirganovicz, irmão de Edelvânia. A definição é da juíza presidente do Júri, acatando solicitação da defesa, que pediu mais tempo durante os debates. A réplica e tréplica, no entanto, serão mantidas em 1 hora para cada réu. A previsão é de que o julgamento dure toda a semana, já que há um total de 18 testemunhas para serem ouvidas. Delegada Caroline Bamberg, que foi responsável pelas investigações do caso Bernardo, será a primeira a depor no julgamento dos acusados.

Desaparecimento e morte 

Desaparecido em 4 de abril de 2014 em Três Passos, Bernardo Boldrini, de 11 anos, foi encontrado morto dez dias depois no interior de Frederico Westphalen, a cerca de 80 quilômetros de distância. O corpo estava dentro de um saco plástico, enterrado em um matagal às margens de um riacho.

A causa da morte do menino teria sido a superdosagem do Midazolam, medicamento presente no estômago, no rim e no fígado da vítima, de acordo com laudos periciais. Os quatro réus respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. De acordo com o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), o processo que apura o crime tem aproximadamente 9 mil páginas, distribuídas em 44 volumes.

Na fase de instrução processual, foram ouvidas 25 testemunhas arroladas pela acusação, 29 indicadas pelas defesas e os quatro réus. No julgamento, das 18 testemunhas que serão ouvidas, cinco são de acusação, nove arroladas pela defesa de Boldrini e quatro pela de Graciele Ugulini.