Contratações sem licitação são investigadas pela Polícia Civil no Daer

Contratações sem licitação são investigadas pela Polícia Civil no Daer

Prática em tese de crimes ocorridos entre 2015 e 2017 são apurados pela 1ª Delegacia de Polícia de Combate à Corrupção

Correio do Povo

Três ordens judiciais de busca e apreensão foram cumpridas em Porto Alegre

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A Polícia Civil investiga a prática em tese do crime de corrupção na contratação por dispensa de licitação da prestação de serviços de limpeza e na renovação de contrato de prestação de serviço de segurança armada no Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer). Os contratos teriam sido firmados pela Diretoria de Administração e Finanças (DAF) da autarquia entre os anos de 2015 e 2017.

Na manhã desta quarta-feira, a 1ª Delegacia de Polícia de Combate à Corrupção (1ª DECOR) da Divisão de Combate à Corrupção do Departamento Estadual de Investigações Criminais, sob comando do delegado Max Otto Ritter, desencadeou uma operação. O objetivo da ação foi o de localizar e recolher documentos, celulares, mídias e computadores, entre outros, que serão analisados quanto à autoria e materialidade dos crimes investigados. Os agentes cumpriram três ordens judiciais de busca e apreensão em Porto Alegre.

Segundo o delegado Max Otto Ritter, as suspeitas surgiram no decorrer das investigações desenvolvidas no âmbito da operação Abecedário, realizada em 2018. Houve a constatação, de acordo com ele, do mesmo modus operandi da contratação por dispensa de licitação da prestação de serviço de protocolo realizada pela DAF do Daer em 2016. Cinco dos envolvidos na época, denunciados em 2019, são os mesmos investigados agora pela 1ª DECOR. “Parte daquele pessoal é agora investigado”, enfatizou. “Vamos analisar as provas e tomar os interrogatórios dos investigados. As investigações prosseguem”, assegurou.

A autarquia divulgou nota oficial sobre o caso. "O Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) acompanha as investigações e se propõe a colaborar com os trabalhos da polícia. A autarquia ressalta que a operação deflagrada tem como foco as atividades desenvolvidas em uma gestão anterior entre os anos de 2015 e 2017, mas, uma vez confirmadas irregularidades, tomará as medidas necessárias para responsabilizar os envolvidos", manifestou-se.


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