Criminoso que vigiava e monitorava policial federal é preso pela PF no Chuí

Criminoso que vigiava e monitorava policial federal é preso pela PF no Chuí

Suspeito faz parte de grupo envolvido com evasão de divisas, operação de câmbio ilegal e em lavagem de dinheiro

Correio do Povo

Houve o cumprimento de um mandado de prisão preventiva e de um mandado de busca e apreensão

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Um integrante de uma organização criminosa foi alvo na manhã desta quinta-feira da Polícia Federal que deflagrou a operação Obstructio no Chuí. Ele havia seguido e monitorado a rotina de um agente da PF conforme a PF descobriu por ocasião da operação Yallah que investiga uma associação criminosa especializada em evasão de divisas, operação de câmbio ilegal e em lavagem de dinheiro, estabelecida na fronteira do Chuí com o Uruguai.

Ao amanhecer desta quinta-feira, os policiais federais cumpriram um mandado de prisão preventiva e outro mandado de busca e apreensão na cidade. O suspeito foi detido e encaminhado ao sistema carcerário. Ele deve ser indiciado por crime contra a administração da Justiça.

A investigação começou a partir da análise das provas coletadas na operação Yallah, realizada no dia 24 setembro deste ano. A análise de um telefone celular apreendido naquela ação indicou que o policial federal havia sido monitorado e vigiado em sua rotina por um integrante da organização criminosa. O acompanhamento do agente teria por objetivo a obstrução do trabalho policial.

Na operação Yallah, cerca de 50 agentes cumpriram 11 mandados de busca e apreensão em Santa Vitória do Palmar, Chuí e Uruguaiana, além de ordens judiciais de bloqueio de ativos em contas bancárias de seis pessoas físicas e jurídicas e a indisponibilidade de nove veículos que superam R$ 1 milhão em valores de mercado. As medidas foram expedidas pela 11ª Vara Criminal da Justiça Federal de Porto Alegre. Documentos, computadores, celulares e quantias em dinheiro foram recolhidos na época.

A investigação começou com a notícia de movimentações financeiras suspeitas envolvendo membros da associação criminosa, que entre 2016 e 2018 teriam movimentado mais de R$ 230 milhões entre diversas contas bancárias.

O inquérito policial apontou a existência de uma rede de pessoas físicas e jurídicas, todas residentes ou sediados na fronteira entre o Brasil e o Uruguai, que receberiam em contas bancárias valores oriundos das mais diferentes regiões do país. A associação criminosa é responsável por gerenciar uma rede de contas bancárias, muitas vinculadas a laranjas e a empresas de fachada.

Conforme a Polícia Federal, após o aporte dos valores nas contas de controle dos membros da associação criminosa, o grupo criminoso operacionalizava o saque, o transporte e a entrega dos valores em casas de câmbio e em outras instituições financeiras uruguaias.


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