Denarc conclui investigação da operação Impostore e remete inquérito à Justiça

Denarc conclui investigação da operação Impostore e remete inquérito à Justiça

Alvo foi uma quadrilha que retirava veículos em CRDs com documentos falsos

Correio do Povo

Quatro fases da investigação cumpriram 77 ordens judiciais no total

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A Delegacia de Repressão a Lavagem de Dinheiro (DRLD) do Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) da Polícia Civil anunciou na manhã desta segunda-feira a conclusão do inquérito sobre a operação Impostore. O procedimento foi remetido ao Poder Judiciário com indiciamento de 11 criminosos.

Para o diretor geral do Denarc, delegado Vladimir Urach, a investigação foi muito importante, pois “elucidou e estancou atuação audaciosa de quadrilha especializada perante depósitos do Detran-RS, e que trouxe enormes prejuízos a processos e investigações criminais diversos e de lavagem de dinheiro em andamento”.

Já o titular da DRLD, delegado Adriano Nonnenmacher, destacou que foi um trabalho investigativo que demandou muito tempo de trabalho. A quarta fase da operação foi encerrada no final de semana.

Iniciada em abril do ano passado, a investigação teve como alvo uma organização criminosa envolvida com o tráfico de drogas e responsável pela retirada fraudulenta de veículos de Centros de Remoção e Depósito, os CRDs, credenciados pelo Detran-RS. Nos últimos dois anos, a quadrilha movimentou cerca de R$ 2 milhões.

O grupo criminoso retirava, de modo fraudulento, veículos sequestrados judicialmente em operações policiais. Os golpistas falsificavam documentos de restituição veiculares, carteiras nacionais de habilitação, procurações e até assinaturas de delegados da Polícia Civil. Três autoridades policiais foram vítimas.

Os agentes da DRLD do Denarc apuraram ainda a existência de procurações com dados falsos, uso de “laranjas”, compra e venda de informações sigilosas, de selos notariais e de carteiras nacionais de habilitação, além da venda dos veículos para terceiros. Os policiais civis investigaram também o comércio de armamento, como fuzis, e de espelhos de carteiras nacionais de habilitação, certificados de registro e licenciamento de veículos e ainda de certificado de registro do veículo, entre outros documentos.

Os envolvidos tiveram bens imóveis e ativos financeiros sequestrados para fins de ressarcimento ao poder público. Ao longo da investigação, os policiais civis efetuaram 24 quebras de sigilo bancário, fiscal e financeiro, 11 quebras telemáticas, 30 mandados de busca, cinco bloqueios de contas bancárias, um sequestro de bem imóvel e apreensão de dois veículos, totalizando 77 ordens judiciais no Rio Grande do Sul e até no Paraná.

No período, os agentes apreenderam documentos falsos, quantias em dinheiro e armas foram apreendidas. Após a descoberta destes crimes, o Detran-RS e a Polícia Civil alteraram a forma de retirada de veículos retidos em CRD’s, reforçando as cautelas.


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