Desmantelada quadrilha que usou reféns como escudos humanos em Mato Grosso

Desmantelada quadrilha que usou reféns como escudos humanos em Mato Grosso

Em julho, grupo assaltou a agência do Banco do Brasil em Nova Mutum. Assista ao vídeo

Correio do Povo

No assalto clientes e funcionários foram feitos reféns e usados como escudos humanos

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A Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) da Polícia Civil de Mato Grosso anunciou o desmantelamento da quadrilha que promoveu uma onda de ataques a bancos no Estado no ano passado. Entre os ataques do grupo criminoso, está o assalto ao Banco do Brasil de Nova Mutum, no dia 2 de julho, quando clientes e funcionários foram feitos reféns e usados como escudos humanos.

Os dez criminosos presos esta semana estavam com uma submetralhadora, três pistolas, uma carabina, cerca de R$ 14,4 mil, celulares, cartões de crédito, munições, lanternas e roupas camufladas, além de uma caminhonete L200 Triton, um Renault Sandero, um Astra, uma Mercedes-Benz, uma Saveiro, um Gol, um Ford Fiesta e uma moto Yamaha XT 670.

A quadrilha é uma das que atuam na modalidade de crime conhecida como “Novo Cangaço”, onde grupos criminosos fortemente armados, com uma média de dez homens, invadem e sitiam pequenas cidades, rendem policiais e moradores e mantêm reféns como escudos humanos durante os assaltos a bancos.

O tema tem sido tratado como prioridade pelo Ministério da Justiça com os governos de vários Estados do Centro-Oeste, Norte e Nordeste. No Rio Grande do Sul, a ação desses grupos ainda não foi registrada, mas alguns dos métodos já foram copiados pelos assaltantes gaúchos de bancos e carros-fortes.

Durante o ataque ao banco de Nova Mutum, o cinegrafista Cleber Gutierrez, de 28 anos, da TV Arinos, afiliada da Rede Record, teve a câmera atingida por um tiro quando, escondido atrás de um carro, fazia imagens dos reféns em frente à agência bancária. O vídeo mostra os assaltantes com fuzis, metralhadoras, pistolas, toucas ninjas, roupas camufladas e coletes à prova de balas, atirando em frente ao banco.






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