Detentos ameaçavam e extorquiam empresários da região do Vale do Paranhana
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Detentos ameaçavam e extorquiam empresários da região do Vale do Paranhana

Ação da Polícia Civil contra apenados em regime domiciliar ocorreu em Canoas e Novo Hamburgo

Por
Correio do Povo

Investigação durou 45 dias


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A Polícia Civil deflagrou a operação Ganância na manhã desta quinta-feira com o objetivo de elucidar os crimes de ameaças e extorsão praticados contra empresários da região do Vale do Paranhana. A ação foi conduzida pela 2ª Delegacia de Polícia Regional do Interior (2ª DPRI) de Gramado, dirigida pelo delegado Heliomar Franco. Os agentes cumpriram três ordens judiciais, sendo dois mandados de busca e apreensão em Canoas e ainda um em Novo Hamburgo.

Os alvos da investigação, que durou 45 dias, são dois apenados que cumpriam pena em regime domiciliar. Houve o recolhimento de seis celulares, mais de R$ 3 mil em dinheiro e pequena porção de maconha. Um dos telefones foi danificado por um dos suspeitos. “As extorsões eram praticadas por telefone, mas havia indivíduos que praticavam danos, incêndio e até disparos de armas de fogo contra as casas e estabelecimentos dos empresários”, contou o delegado. “Os criminosos espalharam terror e pânico na região”, frisou, acrescentando que pedidos de até R$ 150 mil eram feitos às vítimas sob ameaça de morte a familiares.

Capital

Em Porto Alegre, a 1ª DP, chefiada pelo delegado Paulo César Jardim, realizou nesta manhã a operação Incendiários também contra a extorsão praticada contra um empresário e a família dele. Quatro criminosos, sendo três homens e duas mulheres, são investigados. Os indivíduos são detentos. Uma das mulheres foi detida e a outra está foragida.


“Os suspeitos ameaçavam de morte, inclusive de atear fogo no estabelecimento comercial. As ameaças saíam de dentro do presídio e contavam com o apoio de indivíduos que não estão recolhidos no sistema prisional”, explicou. A investigação durou cerca de um mês. A vítima possui um estabelecimento comercial na área central da cidade. “As investigações seguem no sentido de verificar se há outros comerciantes que estão sendo vítimas da quadrilha”, assegurou.