Entidades lamentam morte de policial durante operação em Gravataí

Entidades lamentam morte de policial durante operação em Gravataí

Escrivão Rodrigo Wilsen da Silveira foi baleado na cabeça

Correio do Povo

Fachada do Palácio da Polícia está com uma faixa preta em sinal de luto

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A morte do chefe de investigação da 2ª DP de Gravataí, escrivão Rodrigo Wilsen da Silveira, provocou consternação, tristeza e solidariedade entre as forças de segurança e entidades de classe do setor. Em nota oficial, a Polícia Civil manifestou “seu mais profundo pesar pelo falecimento, no cumprimento do dever” do escrivão. “Ele deixa como legado sua bela trajetória marcada pelo profissionalismo e dedicação incondicionais. Diante desta perda irreparável, a Polícia Civil se solidariza com a dor dos familiares e amigos do escrivão Rodrigo. SomostodosRodrigo”, diz a nota, assinada pelo Chefe de Polícia Civil, delegado Emerson Wendt.

Representante da categoria dos policiais civis, a Ugeirm Sindicato também posicionou-se. Em nota oficial, “Neste momento, vários sentimentos vêm à tona, porém, a principal preocupação dever ser prestarmos toda solidariedade e apoio à família do colega Rodrigo, em particular à sua esposa, a policial Raquel Biscaglia, que, assim como Rodrigo, estava cumprindo o seu dever de combater a violência e oferecer proteção á população”, afirmou o documento. “Rodrigo Wilsen é vítima dessa situação, que desvaloriza o trabalho policial, desmonta as condições de trabalho, faz os agentes de polícia trabalharem de carcereiros nas delegacias, além de atrasar os salários. Os policiais são submetidos a jornadas extensas, com a participação quase diária em operações, em uma escala quase industrial”, acrescentou a nota.

“Não é possível, para os policiais, conviverem mais com essa situação”, destacou a Ugeirm Sindicato, propondo a suspensão de todas as operações policiais durante sete dias, como forma de marcar o luto pela morte do colega. O presidente da entidade, Isaac Ortiz, esclarece que “ a suspensão da participação nas operações policiais por sete dias, é uma forma de demonstrarmos para a sociedade gaúcha nosso luto pela morte do colega Rodrigo Wilsen”. Para o dirigente, o “ataque à vida de um policial é um ataque a toda a sociedade e dessa forma deve ser tratada”.

Já o Promotor de Justiça Eugênio Paes Amorim postou nas redes sociais um repúdio à situação do criminoso do disparo que matou o policial civil. Ele relembrou a ficha criminal do bandido, envolvido com o tráfico de drogas, assaltos e assassinatos, citando ocorrências, prisões e fugas do semiaberto do indivíduo desde 2013. “Quem estava lá para levar o tiro fatal foi este herói anônimo que tombou”, escreveu Eugênio Paes Amorim, criticando a política de desencarceramento e seus adeptos. “Quem tombou foi um herói. Mais um mártir”, repetiu.

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